Após cumprir agenda política estratégica no
Carnaval 2026, passando por três capitais tradicionais regadas de folia (Recife, Salvador e Rio de Janeiro), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta terça-feira (17) com destino à Ásia, buscando acordos estratégicos na Índia e na Coreia do Sul.
Durante a nova visita oficial do governo brasileiro à Ásia, o foco será angariar investimentos em setores como aviação,
inteligência artificial (IA) e terras raras. Espera-se que Brasil e Índia ampliem o acordo de comércio em bloco com o Mercosul, além de parceria digital para o futuro, com sua chegada ao país no dia 18 de fevereiro.
Aliás, o tour de Lula na Índia já abordará diretamente a questão tecnológica, uma vez que o presidente brasileiro comparecerá à Cúpula Sobre o Impacto da Inteligência Artificial. O evento espera a presença de 40 mil pessoas de 50 países. Esta será a primeira vez que um presidente da República brasileiro participará de um evento global de alto nível sobre IA.
Lula e sua comitiva também terão a oportunidade de estreitar mais relações comerciais com os indianos, diante da abertura de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Brasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e as relações passam por um momento de ascensão, sustentada por complementaridades econômicas e tecnológicas.
Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, Lula cumpre agenda oficial em Seul, capital da Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. Esta será a terceira visita do líder brasileiro à nação asiática. Na ocasião, será adotado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica envolvendo tecnologia, agronegócio e cosméticos.
Para se ter uma ideia, o comércio bilateral entre Brasil e Coreia movimentou US$ 10,8 bilhões em 2025, com nossos principais produtos exportados sendo petróleo, minério de ferro, farelo de soja e café torrado. Já com os indianos, o comércio bilateral alcança mais de US$ 15 bilhões, sendo que importamos mais do que exportamos à Índia.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também deve integrar a comitiva de Lula à Ásia, em meio às discussões de sua possível saída da pasta e qual será o futuro político no Partido dos Trabalhadores (PT), podendo ser persuadido por Lula a concorrer ao governo de São Paulo.