'O BRB não vai quebrar', promete governadora do DF com solução em 30 dias

Banco de Brasília (BSLI4) ostenta rombo de bilhões de reais após comprar crédito podre do Banco Master.

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Publicado em 09/04/2026 às 20:03h Publicado em 09/04/2026 às 20:03h por Lucas Simões
Governadora Celina Leão se reuniu com o presidente do Banco Central (Imagem: Marina Ramos/Agência Câmara)
Governadora Celina Leão se reuniu com o presidente do Banco Central (Imagem: Marina Ramos/Agência Câmara)
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), saiu em defesa nesta quinta-feira (9) do Banco de Brasília (BSLI4), o BRB, declarando a jornalistas que o banco público estadual "não vai quebrar".
Nas palavras da chefe do Poder Executivo, em menos de 30 dias será divulgada uma solução definitiva para resolver a grave situação de liquidez que enfrenta o BRB, após a estatal amargar um rombo de bilhões de reais ao adquirir carteiras de crédito podres das mãos do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
"Acho que no prazo de menos de 30 dias teremos uma situação totalmente diferente da que nós estamos vivendo hoje. Serão dados oficiais, tudo aqui acompanhado pelo próprio Banco Central e pelo BRB. Em 30 dias, nós damos uma solução definitiva para o banco. O banco não irá quebrar", disse a governadora do DF.
O governo do Distrito Federal é acionista majoritário do Banco de Brasília, dono de 63,49% das ações ordinárias (BSLI3) da instituição financeira, dando-lhe pleno controle nas assembleias de acionistas. Apenas 10% das ações do BRB estão distribuídas entre investidores em bolsa de valores. 
Vale citar que as falas da governadora Celina Leão acontecerão logo após ela ter se reunido pessoalmente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo. Nelson de Souza, o CEO do BRB, também esteve presente no encontro.
"O Banco de Brasília é um banco que realmente tem um sentido histórico para a cidade e para o DF. Tanto o governo quanto o banco fazem uma nova gestão nesse momento e nós viemos aqui ao Banco Central demonstrar isso e mostrar realmente todos os passos do que o BRB tem feito", disse a governadora. 
Conforme estimativas do próprio Banco Central, o BRB necessita de uma injeção de caixa de R$ 8,8 bilhões, que ajudará a contrabalancear as perdas de R$ 12 bilhões que a estatal tomou com fraudes relacionadas ao Banco Master.