💰 A partir de março, investidores poderão aplicar no Tesouro Reserva, novo título público lançado pelo Tesouro Nacional dentro do programa
Tesouro Direto.
A proposta é oferecer rentabilidade atrelada à
Selic, sem oscilações de marcação a mercado, com aplicação mínima de R$ 1 e possibilidade de resgate a qualquer hora, inclusive em fins de semana e feriados.
O produto surge como alternativa para recursos de curto prazo e pretende disputar espaço com
poupança,
CDBs de liquidez diária e fundos DI.
Como funciona o Tesouro Reserva
O novo título terá rendimento semelhante ao Tesouro Selic, mas sem variações no preço ao longo do tempo. Isso elimina pequenas oscilações que podem ocorrer na LFT tradicional.
Entre as principais características:
- aplicação mínima de R$ 1;
- prazo de três anos;
- rentabilidade atrelada à Selic;
- resgate 24 horas por dia, sete dias por semana;
- tributação igual aos demais títulos de renda fixa.
Hoje, o Tesouro Selic pode ser resgatado apenas em dias úteis e dentro do horário comercial. O Tesouro Reserva elimina essa limitação.
Concorrência no curto prazo
Segundo especialistas, o novo título amplia as opções para a chamada reserva financeira, destinada ao dinheiro do cotidiano.
Paula Bazzo, planejadora financeira certificada CFP, afirma que o produto tende a reduzir a barreira psicológica para iniciantes. “Para a população em geral, saber que vai aplicar R$ 1 mil e que esse valor vai sempre crescer é uma supervantagem do ponto de vista de alfabetização financeira e de facilidade de compreensão”, diz.
Ela avalia que o Tesouro Reserva competirá diretamente com CDBs de liquidez diária e fundos DI. A principal diferença está no risco. O título público carrega risco soberano, considerado o menor do mercado. Já os CDBs contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil por CPF.
💲Com acessibilidade, simplicidade e liquidez ampliada, o Tesouro Reserva passa a disputar diretamente o espaço do dinheiro de curto prazo no Brasil.