🚨 Um integrante da missão naval da União Europeia, Aspides, afirmou neste sábado (28) que navios que operam na região do Golfo têm recebido mensagens via rádio VHF informando que “nenhuma embarcação tem permissão para atravessar o Estreito de Ormuz”.
Segundo o oficial, que falou à Reuters sob condição de anonimato, o governo iraniano ainda não anunciou formalmente o bloqueio da passagem marítima, mas os avisos estariam sendo transmitidos pela Guarda Revolucionária do Irã.
A ofensiva atingiu áreas estratégicas em Teerã, incluindo proximidades da residência do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar.
Hospitais na capital iraniana entraram em alerta máximo, enquanto explosões foram relatadas em diferentes pontos da região do Golfo.
O que está em jogo no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de
petróleo. Aproximadamente um quinto do consumo global da commodity passa diariamente pelo estreito, conectando grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
No ponto mais estreito, a passagem separa Omã do Irã por cerca de 33 quilômetros. O corredor de navegação conta com duas faixas de aproximadamente 3 quilômetros cada, permitindo o trânsito de grandes petroleiros.
Além do petróleo, o estreito é fundamental para o escoamento de gás natural liquefeito do Catar. Uma interrupção prolongada na rota poderia afetar diretamente o abastecimento global de energia e pressionar os preços internacionais do petróleo.
📊 Até o momento, não há confirmação oficial de bloqueio formal da passagem, mas os relatos de advertências por rádio indicam um cenário de elevada tensão e risco para a navegação na região.