Filho de Ali Khamenei é o novo líder supremo do Irã

Mojtaba Khamenei foi anunciado no oitavo dia da guerra com os Estados Unidos e Israel.

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Publicado em 08/03/2026 às 19:42h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 08/03/2026 às 19:42h Atualizado 7 horas atrás por Marina Barbosa
O líder supremo é a autoridade religiosa e política do Irã, além do comandante das Forças Armadas (Imagem: Shutterstock)
O líder supremo é a autoridade religiosa e política do Irã, além do comandante das Forças Armadas (Imagem: Shutterstock)
O Irã definiu o seu novo líder supremo neste domingo (8), em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos e Israel.
O escolhido é Mojtaba Khamenei, o filho do aiatolá Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia da guerra, após quase 40 anos no poder.
Mojtaba Khamenei já era cotado como o possível sucessor do pai, mas sua nomeação só foi confirmada depois que os 88 clérigos da Assembleia de Especialistas do Irã chegou a um consenso sobre o assunto.
Em um comunicado, a Assembleia pediu que os iranianos mantenham a unidade e declarem apoio ao escolhido.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã já reconheceu o novo líder supremo do país e disse que está pronta para acatar e implementar as suas ordens.

3º a ocupar o cargo

Mojtaba Khamenei é a terceira pessoa a ocupar o cargo de líder supremo do Irã, que foi criado a partir da Revolução Iraniana de 1979 e tem mais poderes do que o presidente do país.
Com isso, ele torna-se a nova autoridade religiosa e política do Irã, além do comandante das Forças Armadas.
Mojtaba Khamenei é conhecido por ser linha-dura, manter laços estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica e já ter exercido forte influência nos bastidores do regime do pai.

Israel ameaça novos ataques

Durante a reunião da Assembleia de Especialistas do Irã, as Forças de Defesa de Israel ameaçaram matar qualquer novo líder supremo iraniano.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o nomeado "não vai durar muito" se não tiver a aprovação americana.
No sábado (7), Trump disse que queria participar da escolha do novo líder iraniano para evitar novos confrontos.
"Não queremos voltar a cada cinco ou dez anos para fazer isso. Queremos escolher um presidente que não leve seu país à guerra", afirmou.
Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no dia 28 de fevereiro sob o argumento de que era preciso destruir o programa nuclear iraniano para garantir a segurança das suas populações.
O Irã classificou os ataques como uma "agressão militar criminosa" e revidou, lançando ataques contra o território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio.
A guerra acabou se alastrando pela região e levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento do petróleo, fazendo o preço do barril disparar.

Ataques atingem depósitos de petróleo

O confronto entrou no oitavo dia neste domingo (8), com ataques a depósitos e refinarias de petróleo de Teerã, o que causou incêndios e interrompeu a distribuição de combustíveis na capital iraniana.
A Guarda Revolucionária do Irã disse que ataques similares poderiam ocorrer em toda a região caso Israel continue atingindo a sua infraestrutura energética.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse, então, que a guerra "entrou em uma nova e perigosa fase" a partir dessa nova frente de investidas.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, acrescentou que, "se a guerra continuar assim, não haverá como vender petróleo, nem capacidade para produzi-lo".