Margem Equatorial: Primeiro resultado deve sair no 2º trimestre, diz Petrobras (PETR4)

Estatal deve concluir a perfuração de um dos nove poços previstos para avaliação de potencial petrolífero.

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Publicado em 06/03/2026 às 13:37h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 06/03/2026 às 13:37h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Para as petroleiras, o interesse em explorar a área está diretamente ligado ao seu potencial de receita (Imagem: Shutterstock)
Para as petroleiras, o interesse em explorar a área está diretamente ligado ao seu potencial de receita (Imagem: Shutterstock)

Nesta sexta-feira (6), os executivos da Petrobras (PETR4) comentaram sobre os trabalhos que estão sendo realizados na Margem Equatorial. A área, situada no extremo norte do Brasil, que tem potencial para ser o novo pré-sal brasileiro, pode ter a primeira parte de sua avaliação concluída ainda no primeiro semestre de 2026.

“Foi uma grande conquista conseguir emitir a licença. Agora, estamos perfurando e avançando. Esperamos chegar no reservatório já neste segundo trimestre”, comentou Sylvia Anjos, diretora executiva de Exploração e Produção. “Nós temos que furar oito poços, tudo isso para fazer uma avaliação exploratória adequada. A margem tem um potencial muito grande, mas se difere dos outros campos do pré-sal porque se trata de reservatórios semelhantes ao que temos na Bacia de Campo, no pós-sal”.

Os trabalhos na Margem começaram no ano passado, depois que os órgãos ambientais autorizaram a perfuração de poços. No mês passado, tudo foi paralisado depois que foi identificado um vazamento de fluído nos cabos que conectam os navios da Petrobras ao fundo do mar, mas logo foi obtida autorização para retomar as atividades. 

Leia mais: O que é a margem equatorial e por que a Petrobras (PETR4) está de olho na região

Na última quinta-feira (5), porém, a empresa foi autuada pela ANP por falhas em procedimentos de segurança. Segundo a agência, os sistemas de emergência do navio usado na perfuração estavam em não conformidade crítica, o que gerou o auto de infração à estatal no valor de R$ 2 milhões. 

“Qualquer avaliação do que vamos fazer é muito dependente dos resultados. O resultado de um poço só [no caso, deste primeiro] não permite fazer toda a avaliação exploratória. Na Bacia de Campos, por exemplo, a primeira descoberta veio depois da perfuração de nove poços. O resultado de um poço, dando óleo ou não, não significa uma avaliação exploratória. Nós temos realmente que perseguir para concluir os oito para avaliar de forma adequada”, concluiu. 

Um levantamento preliminar feito pela companhia projeta um incremento de até R$ 419 bilhões ao PIB brasileiro com o petróleo da Margem, caso haja sucesso na exploração. O cálculo surge a partir de uma estimativa de produção de 700 mil barris de petróleo por dia na região.

“Do Rio Grande do Norte ao Amapá é uma área maior do que as bacias do Sudeste -Campos, Santos e Espírito Santo- então é importante que se conheça esse potencial, que vai ser importante para a nossa autossuficiência”, destacou Daniele Lomba, gerente-geral de Licenciamento Ambiental e Meio Ambiente. “Novas fronteiras são essenciais para garantir segurança energética e ajudar a acabar com a pobreza energética”, disse. “[Existe] uma grande expectativa de que a exploração se reverta em muito óleo e desenvolvimento econômico para o país”, continuou.