Lula usa Banco Master como exemplo de combate à corrupção

Presidente da República, que deve tentar a reeleição em 2026, fez a declaração durante a posse de ministro.

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Publicado em 15/01/2026 às 20:32h - Atualizado 8 horas atrás Publicado em 15/01/2026 às 20:32h Atualizado 8 horas atrás por Lucas Simões
Lula diz que o Brasil nunca esteve tão perto de chegar ao 'andar de cima da corrupção' (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Lula diz que o Brasil nunca esteve tão perto de chegar ao 'andar de cima da corrupção' (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Antes, o Banco Master só era conhecido pelos investidores de renda fixa por oferecer CDBs com taxas atrativas, beirando 140% do CDI. Agora, em 2026, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usa o caso da instituição financeira privada, a qual tem sido alvo de operações da Polícia Federal, como principal mote no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
Durante a posse do novo ministro da Justiça nesta quinta-feira (15), o petista aproveitou a cena para dizer que o seu governo colocou o Brasil em posição nunca antes vista para interromper o caminho do dinheiro que alimenta o crime organizado. 
"Nós nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar ao andar de cima da corrupção e do crime organizado nesse país como agora", destacou Lula, em meio à cerimônia no Palácio do Planalto que empossou Wellington Lima e Silva no lugar do então ministro Ricardo Lewandowski.
Segundo Lula, o fato de a Operação Carbono Oculto, comandada pela Polícia Federal, ter desmascarado a fraude de R$ 26 bilhões da refinaria de Maguinhos, do Grupo Refit (RPMG3), bloqueando cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada, juntamente com a recente Operação Compliance Zero, que mira o Banco Master, expõe a sua política para a segurança pública. 
"Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado", pontuou o presidente da República. Lula espera que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados e que definirá o papel da União no setor, avance nas discussões em 2026.
Já mirando o palanque eleitoral, Lula articulou no evento que seu governo tem que atacar o andar de cima do crime organizado no Brasil em vez de "ficar apenas matando gente em favelas", citando que o papel do novo ministro da Justiça não é apenas ficar prendendo o pobre, mas para chegar na cobertura e saber quem é efetivamente responsável. 
Todavia, o petista tem de lidar com o crescimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) nas pesquisas eleitorais. O parlamentar é o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, o qual se encontra preso na Papudinha, em Brasília.