Antes, o
Banco Master só era conhecido pelos investidores de renda fixa por oferecer
CDBs com taxas atrativas,
beirando 140% do CDI. Agora, em 2026, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usa o caso da instituição financeira privada, a qual tem sido alvo de operações da Polícia Federal, como principal mote no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
Durante a posse do
novo ministro da Justiça nesta quinta-feira (15), o petista aproveitou a cena para dizer que o seu governo colocou o Brasil em posição nunca antes vista para interromper o caminho do dinheiro que alimenta o crime organizado.
"Nós nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar ao andar de cima da corrupção e do crime organizado nesse país como agora", destacou Lula, em meio à cerimônia no Palácio do Planalto que
empossou Wellington Lima e Silva no lugar do então ministro Ricardo Lewandowski.
"Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado", pontuou o presidente da República. Lula espera que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados e que definirá o papel da União no setor, avance nas discussões em 2026.
Já mirando o
palanque eleitoral, Lula articulou no evento que seu governo tem que atacar o andar de cima do crime organizado no Brasil em vez de "ficar apenas matando gente em favelas", citando que o papel do novo ministro da Justiça não é apenas ficar prendendo o pobre, mas para chegar na cobertura e saber quem é efetivamente responsável.