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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traçou um paralelo entre o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, e o senador Sergio Moro (União Brasil/PR) nesta terça-feira (18).
Lula disse que Campos Neto "tem lado político" e criticou a ida do presidente do BC a uma festa promovida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), há uma semana.
🗣️ "O que é importante saber é a quem essa rapaz é submetido. Como vai em uma festa em São Paulo quase que assumindo uma candidatura a um cargo do governo de São Paulo? Cadê a autonomia dele?", declarou Lula.
E seguiu: "Quando ele se lança a um cargo, eu fico imaginando se nós vamos repetir o Sergio Moro. O presidente do BC está disposto a fazer o mesmo papel que o Moro fez? Um 'paladino da justiça' com rabo preso a interesses políticos?".
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Moro foi o juiz responsável pela Operação Lava Jato, que levou à prisão de Lula. Depois, deixou a magistratura e entrou na vida política. Foi ministro de Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL) e hoje é senador pelo Paraná.
O senador repudiou a declaração de Lula em uma sessão da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Para Moro, Lula quer "levantar uma cortina de fumaça sobre o fracasso do governo na gestão da economia".
"Eu queria registrar que a minha solidariedade ao Presidente Campos e o repúdio ao ataque pessoal, à falta de institucionalidade que foi manifestada hoje pela manhã pelo Presidente Lula em relação a ele e ao Banco Central", declarou Moro.
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Para o senador, Lula estaria "tentando atribuir más intenções à gestão do Banco Central pelo Roberto Campos Neto", quando, na verdade, "a liderança do Banco Central atual tem recebido prêmios sucessivos internacionais como melhor Presidente do Banco Central".
🏦 Moro pediu, então, que o Senado avance com o projeto de que garante autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central, como uma "resposta -institucional, deste Congresso, do Senado- a esses ataques desequilibrados do Presidente Lula".
Lula criticou nesta terça-feira (18) a condução da política monetária pelo Banco Central, argumentando que "não tem explicação para a taxa de juros do jeito que está".
Para Lula, é preciso baixar os juros, porque a taxa Selic está em um patamar "proibitivo aos investimentos". Ele disse, então, que vai escolher uma "pessoa que tenha um compromisso com o desenvolvimento desse país" para comandar o BC a partir de 2025, quando acaba o mandato de Roberto Campos Neto no Banco Central.
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