Bitcoin (BTC) fica quase 10% mais barato em agosto, enquanto Ibovespa salta; veja ranking
Investimentos presentes na bolsa de valores brasileira levam a melhor, em momento de fraqueza do dólar também.
Nesta sexta-feira (29), o Bitcoin (BTC)opera com baixa de 3,4%, depois de perder o patamar dos US$ 109 mil. Durante os últimos 30 dias, o recuo passa de 8%, segundo dados dos monitores de criptomoedas.
Na análise do JP Morgan, o principal token digital do mercado está sendo negociado com um desconto expressiva. Eles acreditam que o patamar exato do Bitcoin para este ano é de US$ 126 mil.
Os analistas do banco norte-americano ponderam que a cripto pode atingir essa cotação até o final de 2025. Se confirmada a previsão, essa será uma marca recorde para o ativo na série histórica.
“O preço do BTC parece muito baixo em comparação com o ouro, já que a volatilidade do Bitcoin atinge níveis historicamente baixos”, diz o relatório assinado por Nikolaos Panigirtzoglou. “É realista esperar que as alocações em Bitcoin por investidores institucionais possam se igualar às de classes de ativos concorrentes, como o ouro, se houver convergência nas volatilidades”, diz.
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O Bitcoin é um ativo historicamente volátil, já que está suscetível às diferentes variações que ocorrem no mercado internacional. No entanto, essa característica tem se diminuído nos últimos anos, dada a entrada das instituições financeiras tradicionais, e o alto volume de aportes feitos no ativo.
Foram criados diversos ETFs que estão atrelados à cripto, além delas serem incluídas como estratégia em vários fundos de investimentos. Além disso, também há os casos das empresas listadas nas bolsas de valores que passaram a incluir o BTC como reserva de caixa.
No Brasil, o caso mais recente deste modelo vem da Meliuz (CASH3) que comprou mais de 595 unidades de Bitcoin, a um preço médio de US$ 102,7 mil. Essas e outras questões fazem os analistas esperar que as quedas sejam cada vez menos drásticas nos próximos ciclos.
“Um dos acontecimentos marcantes deste ano foi o colapso da volatilidade do Bitcoin de quase 60% no início do ano para um nível historicamente baixo de 30% atualmente”, acrescentou a nota do banco. “Acreditamos que um fator por trás do colapso da volatilidade do Bitcoin foi a aceleração das compras de Bitcoin por tesourarias corporativas”, conclui.
No Brasil, o token é negociado por R$ 590 mil nesta quinta, o que representa uma valorização quase nula neste ano. No entanto, considerando os últimos 12 meses, a valorização chega a 75%, quase 18 vezes mais que o Ibovespa (IBOV).
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Crescimento dos stablecoins está relacionado com o fato da segunda maior cripto do mundo ter batido máxima de 2021.