Crise no IRB (IRBR3)? Conselheiro renuncia após “queda livre” nas ações
Em comunicado, a empresa agradeceu ao executivo por sua dedicação e profissionalismo ao longo do período em que ocupou o posto.
O IRB (IRBR3) figura entre as maiores altas da B3 nesta quinta-feira (26). O papel é impulsionado por um recente relatório do BTG Pactual, que aponta o IRB como uma das possíveis "melhores apostas para 2025".
💲 Na avaliação do BTG, o IRB pode ganhar com a alta dos juros e vem melhorando os seus resultados operacionais, de forma que pode voltar a pagar dividendos em breve. Além disso, o banco vê os papeis do IRB sendo negociados com desconto na bolsa. Por isso, acredita que há "espaço para mais".
"Esperamos que o resultado de subscrição continue melhorando em 2025, o que combinado a uma Selic mais alta significa que a ação negocia a um múltiplo muito baixo de 5,5 vezes o lucro estimado, com base em estimativas conservadoras", escreveram os analistas.
O BTG reiterou, portanto, a recomendação de compra para as ações do IRB. O preço-alvo é de R$ 56,50, o que representa um potencial de valorização de 46,7% em relação ao fechamento de segunda-feira (23), dia de publicação do relatório do banco.
Com isso, as ações do IRB saltam na bolsa nesta quinta-feira (26). Às 16h35, o papel subia 11,77% e era negociado por R$ 43,03.
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📈 Segundo o BTG, o IRB pode se dar bem com a alta dos juros porque tem cerca de R$ 8,5 bilhões em ativos regulatórios que tendem a se beneficiar com o aumento da Selic. Pelas contas do banco, esses ativos poderiam render mais de R$ 800 milhões de receita financeira só em 2025, caso a Selic chegue a 14,50%.
Vale lembrar que o Copom (Comitê de Política Monetária) já contratou mais dois aumentos de 1 ponto percentual da Selic, o que levaria a taxa básica de juros para 14,25% em março de 2025. E o mercado acredita que a alta dos juros não para por aí. Segundo o Boletim Focus, a previsão dos analistas é de que a Selic chegue a 14,75% em 2025.
Além disso, o BTG observa que o IBR continua se recuperando do lado operacional. Segundo o banco, a seguradora continua "priorizando a lucratividade em vez do crescimento, garantindo renovações de contratos a preços decentes". Com isso, apresenta "uma melhoria contínua nos resultados a cada trimestre".
O banco ainda vê uma "crescente demanda por seguros/resseguros, impulsionada pelos efeitos climáticos", e diz que a seguradora pode reverter parte das provisões realizadas após as chuvas do Rio Grande do Sul no próximo ano.
📊 O BTG calcula, então, que o lucro líquido do IRB pode se aproximar dos R$ 550 milhões ou dos R$ 600 milhões em 2025, superando em até 15% as previsões do mercado. E a expectativa é de que a empresa volte a pagar dividendos, na medida em que melhora os seus resultados.
O CEO do IRB, Marcos Falcão, por sinal, já admitiu que a empresa deve voltar a pagar dividendos em breve. Ele disse, contudo, que, "para não ficar criando ansiedade, o mais realista é pagar dividendos em 2026, não em 2025".
A dúvida do BTG é se o IRB conseguirá manter uma rentabilidade (ROE) sustentável. Ainda assim, os analistas do banco consideram que a ação está atrativa, sobretudo depois da queda de 15% acumulada nos últimos 12 meses.
Em comunicado, a empresa agradeceu ao executivo por sua dedicação e profissionalismo ao longo do período em que ocupou o posto.
Previ busca ressarcimento de perdas sofridas em 2020, após descoberta de fraudes contábeis no IRB.