"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", declarou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari, segundo a agência de notícias Iran International, com sede em Londres.
O militar acrescentou que "também atacaremos oleodutos e não permitiremos que uma única gota de petróleo saia da região", prevendo que "os preços do petróleo chegarão a US$ 200 nos próximos dias".
Ainda nesta segunda (2), o Comando Central dos EUA (CENTCOM) contradisse as declarações iranianas e afirmou que o Estreito de Ormuz não está fechado, segundo a Fox News.
Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico
O Estreito de Ormuz está localizado entre a Península Arábica e o Irã e é uma das rotas marítimas mais decisivas para o comércio global.
A via conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, respondendo por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Conflito se alastra para outros países da região
O confronto ganhou novos contornos ao longo do dia. Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques, enquanto o Irã lançou bombardeios com drones contra alvos no Kuwait, no Catar e na Arábia Saudita. O chefe de Segurança iraniano, Ali Larijani, declarou que o país não negociará com os EUA.
No Pentágono, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, anunciaram a ampliação do número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.
Segundo Hegseth, os objetivos militares consistem em destruir a capacidade iraniana de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio, além de eliminar definitivamente o programa nuclear persa.
Trump sinaliza aumento da escalada
Em cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito, o presidente Donald Trump classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo" e afirmou: "Esse era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de mísseis do Irã."
Em conversa com o apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump sinalizou que o pior ainda está por vir. "Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve", afirmou.
"Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as", acrescentou.
Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, objetivo que teria sido alcançado "em apenas uma hora".
Trump disse ainda que os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país e alertou a população local: "Não é seguro lá fora."
⚠️ Em entrevista ao New York Post, o presidente afirmou não ter medo de enviar soldados ao Irã.