IPO do PicPay (PICS) anima investidores e levanta R$ 2,5 bilhões em Nasdaq

Ações foram precificadas no topo da faixa, a US$ 19; empresa negocia com o ticker PICS

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Publicado em 29/01/2026 às 10:38h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 29/01/2026 às 10:38h Atualizado 4 minutos atrás por Wesley Santana
PicPayfoi lançado em 2012 e, desde entao, acumula mais de 60 milhões de clientes em todo o país (Imagem: Shutterstock)
PicPayfoi lançado em 2012 e, desde entao, acumula mais de 60 milhões de clientes em todo o país (Imagem: Shutterstock)

O PicPay obteve sucesso na oferta de ações realizada na Nasdaq, nos Estados Unidos. Agora, a fintech brasileira é considerada uma empresa de capital aberto, com papéis negociados na bolsa de valores estrangeira.

Sob o ticker PICS, a companhia fixou o preço de seus papéis em US$ 19, no topo da faixa definida durante as negociações. Dessa forma, o PicPay levantou US$ 499 milhões em investimentos, valor equivalente a mais de R$ 2,5 bilhões.

O PicPay é uma fintech brasileira lançada em 2012, inicialmente como uma carteira digital. Na época, o aplicativo funcionava como uma intermediação entre pagamentos com cartão de crédito.

Depois, o negócio foi se desenvolvendo até se transformar em um superaplicativo, que oferece desde o próprio cartão até um shopping virtual. Os usuários podem ainda obter empréstimos, pedir delivery e fazer outras operações dentro do mesmo sistema.

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Em 2015, a plataforma foi comprada pela J&F, controlada pela família Batista. Desde então, tornou-se um dos principais aplicativos financeiros do país, com mais de 60 milhões de usuários.

No ano passado, no acumulado dos primeiros nove meses, o lucro líquido foi de R$ 270 milhões, fruto de uma receita que alcançou a faixa de R$ 7,2 bilhões. Agora, a empresa quer reforçar seu modelo de negócios, por isso alçou voo ao principal mercado do mundo, com o objetivo de incluir os investidores estrangeiros no portfólio de acionistas.

A oferta foi coordenada pelo Citigroup, Bank of America e RBC Capital Markets. Além disso, ao menos quatro instituições brasileiras acompanharam a operação: Bradesco BBI, BTG Pactual, XP e BB Securities.

Essa não foi a primeira incursão do PicPay no mercado de capitais, já que, em 2021, a empresa tentou fazer uma listagem. Na época, o contexto macroeconômico não ajudou a oferta, que foi cancelada poucas semanas depois do pedido.

Desta vez, a empresa abre uma fila de IPO de bancos brasileiros que querem chegar a Wall Street ainda em 2026. Uma taxa de juros menos restritiva nos Estados Unidos e, possivelmente, no Brasil deve contribuir para que as operações sejam concluídas até dezembro, dizem os analistas.

Quem investiu?

Entre os principais investidores do negócio, a gestora Bicycle Capital entrou fortemente na listagem, apostando cerca de US$ 75 milhões no PicPay. Foi ela quem ancorou a oferta primária, assim como fez com outras empresas brasileiras anteriormente, como o Nubank.

Segundo as negociações que aconteceram antes do IPO, a empresa terá direito de aumentar sua participação na companhia no futuro. Cada ação comprada no IPO dará direito a uma segunda no ano que vem, pelo mesmo preço do lançamento, mesmo que o ativo se valorize neste período.

Ainda não há informações de quando o ticker chegará ao mercado brasileiro, mas é provável que logo os investidores possam apostar na empresa. Isso porque a B3 deve replicar o ativo como BDR no balcão doméstico, dada a demanda dos investidores locais.