Quem é verdadeiro entusiasta de
criptomoedas normalmente não se contenta apenas em ter
Bitcoin (BTC), já que há a probabilidade de se deparar com criptos arriscadas (
altcoins) com o potencial de multiplicar o dinheiro aplicado em dezenas de vezes. Todavia, o contrário também é verdadeiro e vem aí 2026 provando a tese.
Entre as maiores altcoins do mercado e que costumam dominar as carteiras dos investidores arrojados, temos a rede blockchain
Solana (SOL) com desconto de -70% ante a sua máxima de US$ 294,33 registrada em janeiro de 2025. Neste domingo (22), o token era negociado por apenas US$ 87,34 cada.
Mesmo a segunda maior criptomoeda do mundo, o
Ethereum (ETH), valia menos da metade de seu pico histórico a quase US$ 5 mil observado em agosto de 2025. Atualmente, o seu token gira ao redor de US$ 2.080,10 cada.
A situação das memecoins, projetos de moedas virtuais baseados apenas em piadas de internet, é ainda mais crítica no curto prazo. Mesmo sendo a memecoin apadrinhada pelo bilionário Elon Musk, o
Dogecoin (DOGE) apresenta tombo de -46% só nos últimos 12 meses.
O Investidor10 averiguou que tanto descontentamento com as altcoins em 2026 se deve tanto à perda dramática nos volumes negociados em exchanges (corretoras de criptoativos) quanto ao próprio desinteresse momentâneo dos investidores, dado o clima de inverno cripto e maior predileção ao Bitcoin.
Para se ter uma ideia, o volume negociado em altcoins na Binance, a maior exchange do mundo, desabou de US$ 50 bilhões em outubro de 2025, quando houve
o maior crash da história do mercado cripto, para o patamar de apenas US$ 7,7 bilhões em março de 2026. Ou seja, uma fuga de -85% no fluxo de dinheiro.
Outro termômetro importante para quem está avaliando se posicionar em altcoins é notar que o número de buscas sobre "criptomoedas" e "altcoins" no navegador do
Google (GOGL34) está em forte decadência desde que o Bitcoin renovou sua máxima aos US$ 126,1 mil em agosto de 2025.