Ibovespa quebra novo recorde e passa dos 181 mil pontos antes da Super Quarta

Por volta das 11h, o principal índice da bolsa brasileira avançava 1,53%, aos 181.451 pontos.

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Publicado em 27/01/2026 às 11:11h - Atualizado 9 minutos atrás Publicado em 27/01/2026 às 11:11h Atualizado 9 minutos atrás por Matheus Silva
No início do pregão, nenhuma ação do índice operava em queda (Imagem: Shutterstock)
No início do pregão, nenhuma ação do índice operava em queda (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Ibovespa (IBOV) voltou a fazer história nesta terça-feira (27), ao renovar seu recorde intradiário e ultrapassar a marca dos 181 mil pontos.
O movimento acontece em meio à expectativa pela chamada Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam decisões importantes de política monetária, além da repercussão de dados de inflação mais positivos no cenário doméstico.
Por volta das 11h, o principal índice da bolsa brasileira avançava 1,53%, aos 181.451 pontos. O recorde intradiário anterior havia sido registrado na sexta-feira (23), aos 180.532,28 pontos. 
No início do pregão, nenhuma ação do índice operava em queda, refletindo um ambiente amplamente positivo para ativos de risco.
No mercado de câmbio, o dólar à vista acompanhava o enfraquecimento da moeda americana no exterior e recuava 0,46%, cotado a R$ 5,25 no mesmo horário. 
A queda do dólar reforça o fluxo favorável para mercados emergentes e ajuda a sustentar o apetite por ações no Brasil.

Inflação abaixo do esperado anima o mercado

Um dos principais gatilhos do dia foi a divulgação da prévia da inflação. O IPCA-15 avançou 0,20% em janeiro, segundo dados do IBGE, abaixo da expectativa mediana do mercado, que era de 0,23%. 
No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 4,50%, também ligeiramente inferior à projeção de 4,52%.
O resultado representou desaceleração em relação a dezembro, quando o IPCA-15 havia subido 0,25%. 
Além disso, a taxa de janeiro foi a segunda menor já registrada para o mês desde o início do Plano Real, ficando acima apenas do resultado observado em janeiro de 2025.
A leitura reforçou a percepção de que a inflação segue comportada e dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, fixada em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. 
Esse cenário fortalece as apostas de que o ciclo de política monetária pode se tornar mais favorável ao longo do ano.

Expectativa por juros dita o ritmo

Com a inflação sob controle e o fluxo estrangeiro ainda intenso, os investidores ajustam posições à espera das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos
📊 A combinação de dados domésticos mais suaves, dólar em queda e busca global por mercados emergentes segue sustentando o forte rali da bolsa brasileira, que já acumula uma sequência histórica de recordes nas últimas sessões.