Haddad negocia com estados redução do ICMS sobre combustíveis

Governo tenta conter alta de preços após disparada do petróleo

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Publicado em 18/03/2026 às 11:19h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 18/03/2026 às 11:19h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Haddad é ministro da Fazenda há três anos, mas deve deixar a pasta nos próximos dias (Imagem: Washington Costa/MF)
Haddad é ministro da Fazenda há três anos, mas deve deixar a pasta nos próximos dias (Imagem: Washington Costa/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir nesta quarta-feira (18) com um grupo de governadores para apresentar uma proposta de redução no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação). 

A ideia é que os estados cortem ou até zerem a taxa sobre os combustíveis neste momento de alta generalizada por causa da guerra no Irã. A reunião acontece depois que o governo federal decidiu cortar o Pis/Cofins sobre o diesel, além de anunciar uma subvenção de R$ 0,32 para cada litro do combustível. 

"Temos reunião hoje com o Confaz, [que reúne governo e secretários de Fazenda dos estados] vamos fazer uma proposta para eles, mas não vou antecipar para não ser deselegante com os proprietários", afirmou o Haddad a jornalistas.

Na semana passada, o presidente Lula já havia pedido “uma boa vontade” dos governadores para zerar os tributos sobre os combustíveis. O objetivo é contornar a alta global do petróleo, que já afeta os preços dos produtos aqui no Brasil.

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O governo também deve anunciar novas fiscalizações para coibir o aumento dos combustíveis sem justificativa. Isso porque os postos ainda estão trabalhando com estoques de antes da guerra, então, segundo o Planalto, não há justificativa para acréscimos de até R$ 2 que foram identificados nos últimos dias.

"Vejam você que a gasolina [preço] não foi alterada no caso da Petrobras. A Petrobras não mudou o preço da gasolina. No entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação e prejudicando a economia popular", disse Haddad.

Nesta quarta-feira (18), o petróleo opera com alta no mercado internacional, conforme dados dos monitores de commodities. Por volta das 11h, o barril tipo Brent era negociado aos US$ 108, o que representa uma aceleração de quase 5% em relação ao dia anterior. 

O mesmo acontece nos índices que seguem o desempenho do petróleo no mercado financeiro. O United States Oil Fund LP, negociado em Nasdaq, avança 2,5% no dia e mais de 75% desde o começo do ano, para US$ 122, segundo a bolsa de valores norte-americana.