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Além dos investidores que tinham títulos do Banco Master, muitos fundos de previdência também estavam comprados. Um deles é o Rioprevidência, que foi alvo de ação da Polícia Federal na semana passada.
No entanto, esse não é o único que pode receber uma visita da PF nos próximos dias. Alguns gestores confessam que já estão preparados para receber os agentes, como é o caso do fundo da prefeitura de Itaguaí, no interior do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da Itaprevi, empresa que administra as pensões de 1,6 mil servidores, destacou a preocupação. “Depois da Rioprevidência, não tenho dúvidas de que a PF vai chegar aqui”, disse, à reportagem.
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O fundo era um dos que tinham LFs (Letras Financeiras) emitidas pelo banco que foi liquidado extrajudicialmente. Além dessa classe de ativo não estar coberta pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o montante que foi adquirido pelos fundos está fora dos requisitos de ressarcimento.
No caso do Itaprevi, por exemplo, estima-se que sejam cerca de R$ 60 milhões em LFs, todas adquiridas em 2024, antes da crise, totalizando 20% do patrimônio. A compra foi uma mudança de estratégia, já que, antes disso, todos os produtos da carteira eram de bancos tradicionais do mercado, ainda de acordo com a reportagem.
No ano passado, o i10 destacou que dezenas de fundos de previdência estavam expostos a prejuízos bilionários. As maiores exposições seriam da Amapá Previdência, com R$ 400 milhões, e da Maceió Previdência, com R$ 97 milhões.
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