2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Nesta semana, o fundo imobiliário TG Ativo Real (TGAR11) viu o preço de suas cotas cair de forma importante. No acumulado da semana, a perda foi de 12%, conforme dados da bolsa de valores, com cada papel cotado em cerca de R$ 81,50.
O movimento de baixa aconteceu depois que a gestora TG Core Asset revisou para baixo a projeção de rendimentos do FII. O guidance anterior, de R$ 1 fixo, foi alterado para o intervalo entre R$ 0,70 e R$ 1 por cota, segundo comunicado divulgado ao mercado.
Em meses anteriores, o fundo chegou a pagar R$ 1,12 por cota, mantendo um repasse mensal acima de 1%, conforme mostra o histórico de pagamentos. Em 2024, no intervalo de 12 meses, o resultado ficou acima de R$ 14.
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A gestora diz que as contas do fundo estão saudáveis, mas houve uma deterioração dos ativos em vista de um cenário de juros mais restritivo. A taxa de juros implica diretamente nas receitas, já que o portfólio é formado por imóveis habitacionais que viram seus preços finais aumentar por causa do resultado do crédito.
Segundo relatório da BB Investimentos, o fundo ainda deve levar um tempo para se estabilizar e se apresentar como uma opção saudável aos investidores. O atual patamar da Selic oferece preocupação em relação às vendas, portanto, a situação pode melhorar nos próximos meses, com a redução da Selic.
“Essa dinâmica ainda depende das vendas, mas, segundo a equipe da TG Core, enquanto as taxas de juros não se estabilizam, a gestora segue intensificando ações de marketing digital e reforçando o time de vendas, buscando manter o ritmo de comercialização”, afirma o BB.
“Considerando a provável entrada em um ciclo de cortes de juros em 2026, o que pode levar a uma possível reaceleração das vendas de unidades, seguimos com visão positiva para o TGAR, especialmente para o investidor mais arrojado”, diz o relatório.
Atualmente, o TGAR11 tem cerca de R$ 2,7 bilhões em patrimônio líquido, divididos em 180 empreendimentos que somam 80 mil unidades habitacionais. O VGV (Valor Geral de Vendas) do ativo é de R$ 14 bilhões, conforme destacou a gestora em relatórios recentes.
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