Vitalik Buterin, o criador do
Ethereum (ETH), vendeu cerca de
2.961 ETH em questão de três dias, montante avaliado em US$ 6,6 milhões, como parte do seu anúncio em retirar parte de seus ativos pessoais. O evento só acentuou a derrocada da segunda
criptomoeda mais valiosa do mundo, que atualmente briga para se manter acima da cotação dos US$ 2 mil.
O entusiasta do mundo cripto reservou
16.384 ETH, avaliados em aproximadamente US$ 45 milhões, de seus bens pessoais para apoiar tecnologias que preservam a privacidade, hardware aberto e software seguro e verificável ao longo dos próximos anos.
Fora que Vitalik Buterin já vê as redes blockchain de segunda camada (L2) deixando de fazer sentido, a menos que consigam escalar de forma extrema ou apresentar diferencial competitivo relevante.
Na visão dos analistas do BTG Pactual, o mau momento vivido pelo Ethereum reflete tanto uma questão mais generalizada de pressão vendedora dos criptoativos neste início de ano, quanto de desafios particulares da rede blockchain.
"Janeiro de 2026 foi o terceiro mês consecutivo de fluxos negativos nos
ETFs de criptomoedas, evidenciando a dificuldade de sustentar sequências de captações. No curto prazo, o mercado de criptoativos segue em tendência de baixa, com a direção ditada por fluxos", comentam os analistas Lucas Josa e Matheus Parizotto, em relatório.
Há meses, a percepção era de valuations esticados nas redes blockchains frente a métricas operacionais ainda modestas, com baixa captura de valor sobre a atividade gerada e alta dependência de sequenciadores centralizados.
"A recente queda de custos e a melhora de desempenho na própria camada base do Ethereum reduziram a vantagem relativa dessas blockchains, tirando parte do diferencial que justificava a tese de alocação. Logo, a exposição tática a tokens de L2 pede cautela, enquanto o
ETH mantém papel central na captura de valor dentro do ecossistema", pondera o BTG Pactual.