Fundador do Agibank (AGBK) torna-se o novo bilionário do Brasil após IPO

Marciano Testa alcançou um patrimônio de US$ 1,1 bilhão após a estreia do Agibank na Nyse.

Author
Publicado em 12/02/2026 às 16:41h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 12/02/2026 às 16:41h Atualizado 1 minuto atrás por Marina Barbosa
Marciano Testa é fundador e presidente do Conselho de Administração do Agibank (Imagem: LinkedIn/Reprodução)
Marciano Testa é fundador e presidente do Conselho de Administração do Agibank (Imagem: LinkedIn/Reprodução)
Além de mais uma empresa listada em Bolsa, o Brasil ganhou um novo bilionário com o IPO da Agibank (AGBK).
💰 Fundador e presidente do Conselho de Administração da fintech, Marciano Testa alcançou um patrimônio de US$ 1,1 bilhão após a estreia da empresa na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York). Isto é, cerca de R$ 5,7 bilhões no câmbio atual. Afinal, mesmo com o IPO, Testa mantém uma fatia de 63% do negócio.
Com isso, o executivo entrou na lista de bilionários da Bloomberg nessa quarta-feira (11).

Quem é Marciano Testa?

Marciano Testa fundou a Agibank em 1999, com pouco mais de 20 anos e o objetivo de ajudar os brasileiros a acessar crédito e serviços financeiros de forma transparente e eficiente.
A ideia surgiu depois que o próprio Testa teve dificuldades em conseguir financiamento para pôr em prática seus planos de negócio, que no início passavam bem longe do sistema financeiro.
O novo bilionário brasileiro é filho de um trabalhador da construção civil e uma dona de casa, que costuravam bolas de futebol em casa para garantir uma renda extra.
Começou a trabalhar aos oito anos de idade, vendendo bolos da mãe na escola e cortando grama. Aos 14 anos, saiu de casa para estudar e trabalhar. E, aos 17, abriu seu primeiro negócio: uma loja de roupas.
"Este primeiro negócio me deu um gostinho do empreendedorismo, mas também a primeira experiência com um sistema financeiro que não foi pensado para pessoas como eu. Quando precisei de um empréstimo para expandir o meu negócio, todas as portas do sistema financeiro estavam fechadas", contou Testa, em uma carta aos investidores do Agibank.
Diante dessa experiência, ele passou anos pensando em um novo tipo de plataforma financeira para ajudar as pessoas sem acesso ao sistema financeiro, como aquelas que não têm garantias ou histórico para oferecer aos bancos e, por isso, ficam sujeitas a altas taxas de juros ou arranjos informais.
Com isso em mente, o Agibank foi criado em 1999 e logo tornou-se uma das maiores distribuidoras de crédito do país, primeiro em parceria com outras instituições financeiras e depois com a sua própria licença bancária.

O Agibank

🏦 Em 2016, o Agibank lançou um novo modelo de negócio, que combina uma plataforma digital a uma rede física de atendimento aos clientes, por meio de estruturas chamadas de Smart Hubs.
Para Testa, é uma forma de chegar àquelas pessoas que ficaram sem atendimento bancário depois que os grandes bancos decidiram fechar agências em pequenas cidades brasileiras e que também não são atendidas pelos serviços digitais das demais fintechs.
Ou seja, enquanto muitas fintechs focam no público jovem e urbano, o Agibank mira sobretudo moradores de pequenas cidades, trabalhadores de menor escolaridade e idosos. Não à toa o crédito consignado é uma das principais frentes de serviço do negócio.
Ao celebrar o IPO do Agibank na Nyse nessa quarta-feira (11), Testa contou que pretende usar os recursos levantados na oferta para reforçar essa estratégia, ampliando a oferta de crédito e chegando a novas cidades brasileiras.
"Estamos muito animados para continuar crescendo, especialmente nas pequenas cidades, onde muitas vezes somos o único banco presente. Temos uma grande oportunidade de continuar revolucionando esse mercado", afirmou.
O Agibank já contava com 6,4 milhões de clientes e mais de 1,1 mil pontos de atendimento físico espalhados pelo país ao final do terceiro trimestre de 2025.
Com isso, entregou um lucro líquido de R$ 875,5 milhões e um ROAE (Retorno sobre Patrimônio Médio) de 40,9% no período.

IPO em Nova York

Ao estrear na Nyse nessa quarta-feira (11), o Agibank foi avaliado em US$ 1,92 bilhão. Ou seja, obteve um valor de mercado superior a R$ 10 bilhões.
As ações do banco híbrido brasileiro, no entanto, recuaram no primeiro dia de negociação em Nova York, pressionadas pela maior cautela dos investidores com ações de tecnologia.
Esse sentimento também pressiona os papeis do PicPay (PICS), que abriu capital nos Estados Unidos no final de janeiro, pondo fim a um jejum de mais de cinco anos de IPOs brasileiros. Por isso, fez o Agibank reduzir o tamanho e o preço do seu IPO horas antes da oferta.
O Agibank pretendia vender cerca de 43,6 milhões de ações no IPO, a um preço entre US$ 15 e US$ 18 cada. Logo, mirava uma captação de aproximadamente US$ 828 milhões.
Contudo, vendeu 20 milhões de ações e colocou à venda um lote adicional de 3 milhões de ações, a um preço de US$ 12 cada, na última quarta-feira (11). Com isso, levantou US$ 276 milhões com o IPO.