FII do BRB (BSLI4)? Entenda o plano do banco para superar o caso Master

FII deve reunir 9 imóveis avaliados em US$ 6,5 bi, que devem ser cedidos pelo Distrito Federal.

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Publicado em 11/03/2026 às 09:33h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 11/03/2026 às 09:33h Atualizado 4 minutos atrás por Marina Barbosa
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
O BRB (BSLI4) avalia entrar no mercado de fundos imobiliários para reforçar o seu caixa e, assim, superar o rombo deixado pela crise envolvendo o Banco Master.
💲 O FII (Fundo de Investimento Imobiliário) do BRB deve reunir nove imóveis avaliados em cerca de R$ 6,5 bilhões, que pertencem ao Governo do Distrito Federal.
O uso dos imóveis pelo BRB foi autorizado por uma lei aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal e sancionada nessa terça-feira (10) pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

O que diz a lei?

A lei estabelece as medidas que podem ser adotadas pelo Governo do Distrito Federal, na qualidade de acionista controlador do BRB, para o restabelecimento e o fortalecimento das condições econômico-financeiras do banco.
Há três alternativas na mesa do governo:
  • A capitalização do BRB, por meio de aportes patrimoniais ou a cessão de bens móveis e imóveis;
  • A venda de bens públicos, com a posterior destinação dos recursos para o BRB;
  • A contratação de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, inclusive com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
O texto ainda define os nove imóveis públicos que serão usados no socorro ao BRB e permite a constituição de fundos de investimento imobiliário com esses ativos, seja por parte do BRB ou do governo do Distrito Federal.

Os planos do BRB

🏦 Em fato relevante, o BRB disse que a sanção da lei formaliza a autorização do Distrito Federal para a adoção de instrumentos destinados à recomposição, ao reforço e à ampliação do patrimônio líquido e do capital social do banco.
Além disso, afirmou que "observará os procedimentos regulatórios e societários aplicáveis à implementação das medidas autorizadas pela lei".
Em entrevistas recentes, o presidente do BRB, Nelson de Souza, indicou que o FII é a alternativa prioritária do banco neste momento.
Contudo, o BRB não descarta pedir um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao FGC, nem vender uma fatia de 49% da sua financeira caso seja necessário.
O banco ainda propôs uma capitalização de até R$ 8,86 bilhões através da emissão de até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias (BSLI3), a um preço de R$ 5,29 cada.
O plano será discutido pelos acionistas do banco em uma assembleia extraordinária convocada para o próximo dia 18 de março.

Efeito Master

O BRB viu a necessidade de fortalecer o seu capital devido aos desdobramentos da crise envolvendo o Banco Master.
O Banco de Brasília injetou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master, segundo investigações da PF (Polícia Federal). Além disso, tentou comprar parte da instituição, que foi liquidada pelo BC (Banco Central).
Depois que os problemas vieram à tona, o BRB trocou a sua diretoria e contratou uma auditoria externa especializada para apurar os fatos mencionados pela PF. Além disso, traçou esse plano para cobrir eventuais prejuízos ligados ao Master.