O fundo imobiliário
Tellus Properties (TEPP11) tem uma tese de investimentos específica e, assim, atraiu as atenções dos analistas do BTG Pactual, que recomendam a compra em 2026, estipulando preço-alvo de R$ 10,10 por cota e potencial de valorização de +10,30%, além do recebimento mensal de
dividendos.
Isso porque o modus operandi do
FII TEPP11 consiste em adquirir participações relevantes em ativos corporativos classe B, implementar melhorias operacionais, estreitar o relacionamento com inquilinos, realizar benfeitorias, elevar a locação e, posteriormente, desinvestir, capturando o ganho de capital obtido no processo.
Esse fundo imobiliário chegou à bolsa de valores em pleno período pandêmico, só que, passados seis anos, a sua carteira de empreendimentos mudou bastante e agora parte para um novo ciclo, que saltou aos olhos dos analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira.
Há pouco mais de dois anos, o
FII TEPP11 realizou a sua principal venda, o Edifício Condomínio São Luiz, situado na capital paulista, onde obteve uma TIR (Taxa Interna de Retorno) de 11,0%, gerando ganho de capital de R$ 9,34 por cota e contribuindo para a redução da alavancagem do fundo, que passou de 10% para 7,3% do Patrimônio Líquido (PL) naquele momento.
"Na nossa visão, o retorno atrativo na venda de um dos principais ativos de sua carteira reforça a capacidade de execução da estratégia pela equipe de gestão, mesmo em um ciclo marcado pela pandemia e pelas mudanças expressivas geradas pelo home-office no setor", comentam a dupla de especialistas, em relatório.
Nas contas do BTG Pactual, as parcelas mais relevantes em relação às novas aquisições de imóveis acontecem em 2027, momento em que o Tellus Properties precisará de R$ 80 milhões para o pagamento de parcelas já assumidas, que poderão ser obtidos via venda de ativos, novas emissões ou via aumento de dívida (o que pode levar o endividamento do fundo para 28% do total de ativos ao final de 2027).
Por sua vez, o banco estima que os ganhos não recorrentes sustentem os dividendos mensais na casa de R$ 0,12 por cota até o final do primeiro semestre de 2026, gerando um dividend yield anualizado de 15,7%, patamar atrativo frente à média de aproximadamente 10% do segmento de lajes corporativas.
Portfólio do FII TEPP11
Atualmente, os cotistas do Tellus Properties possuem participações em seis torres de escritórios, que totalizam uma área bruta locável (ABL) própria de 52 mil metros quadrados, com apenas 5,7% de vacância física. Um dos destaques na carteira do
FII TEPP11 é o Edifício Passarelli, erguido em 1980 no bairro paulistano de Pinheiros.
O empreendimento possui 17 pavimentos, com lajes de aproximadamente mil metros quadrados de ABL por andar, subdivididas em seis conjuntos. Sua localização é em região consolidada de escritórios e proximidade aos eixos da Faria Lima e Marginal Pinheiros.
"Reforçamos nossa recomendação de compra para o
FII TEPP11, dado o desconto de 4% em relação ao valor patrimonial, e por entendermos que a combinação entre geração extraordinária de dividendos no curto prazo, solidez operacional e continuidade de tese de investimentos já validada cria uma relação risco vs. retorno bastante atrativa para o fundo imobiliário", concluem os analistas do BTG Pactual.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII TEPP11 há 12 meses, hoje você teria R$ 1.337,23, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
Ifix teria retornado R$ 1.253,47 nas mesmas condições.