Escritório de mulher de Alexandre de Moraes sai ileso de quebra de sigilo pelo Senado

Viviane Barci de Moraes é sócia de escritório de advocacia que prestou serviços ao Banco Master.

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Publicado em 26/02/2026 às 19:55h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 26/02/2026 às 19:55h Atualizado 7 horas atrás por Lucas Simões
Por orientação jurídica, escritório da cônjuge do ministro do STF não tem sigilo quebrado (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
Por orientação jurídica, escritório da cônjuge do ministro do STF não tem sigilo quebrado (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
O escritório de advocacia, que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), saiu ileso nesta quinta-feira (26) de ter o seu sigilo quebrado por orientação jurídica da Advocacia do Senado.
Embora investigações apontem que o referido escritório de advocacia tenha prestado serviços de consultoria ao empresário Daniel Vocaro, dono do Banco Master, a Comissão Parlamentar Investigativa (CPI) do Crime Organizado do Senado acatou as recomendações jurídicas para não revelar o que há nos trabalhos realizados pela advogada Viviane Barci de Moraes.
Segundo informações do jornal CNN Brasil, a recomendação de não quebrar o sigilo da empresa da cônjuge de um ministro da Suprema Corte foi acatada pelo senador Fabiano Contarato (PT/Espírito Santo), que chefia o colegiado investigativo no Senado. 
Também nos bastidores em Brasília, o entendimento é de que implicar ainda mais Viviane Barci de Moraes na CPI do Crime Organizado, devido à quebra de sigilo, poderia fragilizar ainda mais a relação dos Três Poderes da República, especialmente entre o STF e o Congresso Nacional.
Por sua vez, os requerimentos não apreciados contra a advogada, apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB/Sergipe) e Eduardo Girão (Novo/Ceará), solicitavam ao Controle de Atividades Financeiras o envio de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) e a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa entre 1 de janeiro de 2022 e 27 de janeiro de 2026. 
Vale lembrar que o Banco Master sofreu liquidação financeira por decisão do Banco Central, enquanto investigações da Polícia Federal expõem elos de Vorcaro com o crime organizado e rombos bilionários em carteiras de crédito que afetam, inclusive, o BRB — Banco de Brasília (BSLI4)
Por efeito do Banco Master, a estatal do Distrito Federal tenta angariar até R$ 8,8 bilhões com emissão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada. Tal proposta do BRB foi apresentada no último dia 25 de fevereiro e deve ser discutida pelos acionistas em assembleia extraordinária convocada para o dia 18 de março de 2026.