Em defesa de Lulinha, Lula manobra ministro da Agricultura à CPMI do INSS

O senador Carlos Fávaro (PSD/Mato Grosso) perde ministério e volta ao Congresso Nacional por aliança política.

Author
Publicado em 27/03/2026 às 19:43h Publicado em 27/03/2026 às 19:43h por Lucas Simões
Com Fávaro de volta ao Senado, Lula ganha mais um voto para defender seu filho (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Com Fávaro de volta ao Senado, Lula ganha mais um voto para defender seu filho (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O "Lulinha", como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um dos indiciados no relatório final da Comissão Parlamentar Mista (CPMI) que apura fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS. Daí, o petista precisou reposicionar o seu Ministro da Agricultura, o senador Carlos Fávaro (PSD/Mato Grosso).
Conforme edição extra do Diário Oficial da União, o ministro da Agricultura foi exonerado da função temporariamente, assumindo a vaga no Congresso Nacional da senadora-suplente Margareth Buzetti (PP/Mato Grosso), vista como voto contrário ao governo Lula e favorável à imputação de crimes a Lulinha.
A relatoria da CPMI do INSS já está nas mãos da oposição, logo restou ao governo Lula juntar alianças políticas no Congresso Nacional para tentar rejeitar os efeitos do relatório, que, até aqui, se mostra desfavorável a Fábio Luís Lula da Silva, atribuindo envolvimento do filho de Lula com entidades associativas que roubaram bilhões de reais da previdência social durante anos.
Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi contra estender a duração dos trabalhos da CPMI do INSS por mais 60 dias, com o placar de 8 votos contra e apenas 2 votos a favor das investigações, vontades dos ministros André Mendonça e Luiz Fux.
O Poder Judiciário também se envolveu ainda mais na CPMI do INSS, quando, no dia 5 de março de 2026, o ministro Flávio Dino, indicado por Lula ao STF, suspendeu as quebras de sigilo bancário e fiscal contra o Lulinha que haviam sido aprovadas pela maioria dos deputados federais e senadores.
Enquanto isso, o relator da CPMI do INSS promete indiciar com crimes mais de duzentas pessoas, incluindo Lulinha por participação em um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos e crédito consignado no INSS. 
Vale citar também que a exoneração de Fávaro ocorre às vésperas do prazo de desincompatibilização para ministros que pretendem disputar as eleições de outubro, que termina no dia 4 de abril de 2026 (sábado).