Dividendos do IRB (Re) (IRBR3) podem crescer mais a partir de 2027, diz CEO

Os dividendos da companhia podem voltar após cinco anos de jejum e o CEO projeta um payout mais robusto a partir de 2027.

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Publicado em 13/02/2026 às 19:14h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 13/02/2026 às 19:14h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
Inicialmente, a distribuição deve seguir o piso legal de 25% (Imagem: Shutterstock)
Inicialmente, a distribuição deve seguir o piso legal de 25% (Imagem: Shutterstock)
💰 Os dividendos do IRB (Re) (IRBR3) voltaram ao centro das atenções após o CEO da companhia afirmar que um payout mais robusto pode se tornar realidade a partir de 2027. A sinalização foi dada durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, realizada nesta sexta-feira (13).
Segundo Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), o aumento mais expressivo na parcela do lucro distribuída aos acionistas depende da continuidade do crescimento dos resultados e do encerramento do pagamento de debêntures.
Após cinco anos sem remunerar acionistas, o IRB anunciou que pretende retomar a distribuição de proventos. Em comunicado, a empresa afirmou: “No ano de 2025 celebramos um marco importante que consolida a retomada da companhia para a rentabilidade: após 5 anos, o IRB(Re) volta a distribuir dividendos”.

Payout começa no mínimo obrigatório

Questionado por analistas se o pagamento ficará restrito aos 25% mínimos obrigatórios, Falcão explicou que a proposta ainda precisa passar pelo conselho de administração e ser votada em assembleia. 
Inicialmente, a distribuição deve seguir o piso legal de 25%, seja via dividendos ou JCP (Juros sobre Capital Próprio).
O executivo acrescentou que, após o segundo trimestre de 2026, será possível avaliar capital e solvência para verificar eventual espaço para elevar o payout.

Resultados do 4T25 reforçam retomada

No quarto trimestre de 2025, o IRB reportou lucro líquido de R$ 143 milhões, alta de 27% na comparação anual. O resultado financeiro e patrimonial somou R$ 164 milhões, avanço de 51%, enquanto o resultado de subscrição atingiu R$ 293 milhões, crescimento de 65%.
Os prêmios emitidos totalizaram R$ 1,3 bilhão no período, queda de 16,4% em um ano. Já os prêmios retidos ficaram em R$ 875 milhões, recuo de 2%. 
A sinistralidade caiu para 51,6%, redução de 12,4 pontos porcentuais, e o índice de retrocessão recuou para 33,8%.
📊 Segundo a companhia, 2025 marcou o fim de um ciclo de três anos de transformação, com a expectativa de avançar em geração de caixa e ampliar os dividendos do IRB nos próximos anos.