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O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, informou uma troca na sua equipe de advogados na noite desta sexta-feira (14). Ele escolheu o criminalista José Luís de Oliveira Lima para liderar sua defesa neste momento do processo.
A troca repentina acendeu um alerta para uma possível delação premiada que o acusado de vários crimes pode fazer. Isso porque o nome escolhido já atuou em diversas causas, como as de José Dirceu (condenado no mensalão) e de Walter Braga Netto (condenado por tentativa de golpe de Estado).
Também conhecido como Juca, ele tem mais de 30 anos de experiência na área criminal e é um dos advogados mais conceituados do país. Além de advogar, ele atua como diretor da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e como conselheiro da OAB-SP.
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Juca chega para ocupar o lugar de Pierpaolo Bottini, que era responsável pela defesa de Vorcaro desde o começo do processo. Em nota à imprensa, a defesa do executivo disse que não há negociações para uma eventual delação premiada neste momento.
"A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível", disse em comunicado.
Daniel está preso desde o dia 4 de março por fraude financeira no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Neste período, surgiram outras acusações contra o executivo, como formação de quadrilha.
A decisão de Vorcaro foi divulgada depois que os ministros da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria de votos para manter o executivo preso, também na sexta. Vorcaro era mantido em prisão temporária, que deve ser convertida em preventiva até a próxima sexta, quando vence o prazo para que todos os magistrados apresentem seus votos.
O atual relator do caso, ministro André Mendonça, foi o primeiro a votar e destacou que Daniel integra uma "perigosa organização criminosa armada". Por isso, segundo ele, era necessário mantê-lo em regime fechado.
“A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após deflagração de operações. Portanto, acaso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada", pontuou Mendonça.
Mendonça foi acompanhado de seus pares Luiz Fux e Nunes Marques, que também analisaram a prisão de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Marilson Roseno da Silva. Todos devem ter revertidas em preventivas as prisões temporárias.
O único juiz que ainda não votou é Gilmar Mendes, que ainda tem uma semana para analisar o caso, mesmo que o resultado já esteja definido. Além disso, Dias Toffoli, antigo relator do caso, que também faz parte do grupo, se declarou suspeito pela proximidade com o tema, o que o libera de votar.
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