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Consolidado como o maior banco digital do Brasil, o Nubank (ROXO34) agora faz sua expansão internacional. Colômbia e México já estão com a operação rodando, então o foco agora é nos Estados Unidos, onde tem seu pedido de licença bancária em avaliação pelas autoridades.
No entanto, do outro lado do Atlântico, há outra fintech que promete disputar de forma acirrada o mercado das Américas. O Revolut é um banco digital com sede no Reino Unido, mas que, cada vez mais, tem desbravado os mercados americanos na busca por novos clientes.
Em entrevista ao Money Times, o CEO da operação brasileira, Glauber Mota, até tentou não definir o Nubank como concorrente, destacando que os modelos de negócios são diferentes. Segundo ele, o Revolut tem uma característica mais global, com a oferta de contas em outras moedas, mas o fato é que a disputa pelo cliente digital é o foco das duas estratégias.
“É um mercado competitivo, mas o brasileiro é aberto a testar novas soluções e migra rápido quando percebe valor. Isso é uma oportunidade enorme, mas também exige inovação constante”, disse ele. “Nosso foco não é bater concorrentes locais, mas provar que cada cliente brasileiro tem um unit economics saudável. Se o Brasil performa melhor que a média global, ganha prioridade. Se cai, precisamos nos reinventar”, continuou.
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O Revolut chegou ao Brasil em 2022, logo depois de pedir licença bancária para operar no sistema financeiro. A autorização saiu poucos meses depois, e a companhia já colocou suas estratégias de captação na rua.
Por aqui, além de uma massiva carteira de bancos digitais locais, também encontrou competitividade com players internacionais. É o caso do Wise e da Nomad, que se tornaram quase sinônimo de fintechs quando o assunto é contas globais.
“Foi uma forma de entrar no mercado com um diferencial claro. Se tivéssemos começado por crédito ou produtos muito locais, seríamos apenas mais um player, com pouco reconhecimento de marca e custo de capital mais alto. A conta global ajudou a mostrar a qualidade do produto, gerar receita rapidamente e convencer a matriz a priorizar o Brasil frente a outros mercados, como México e Índia”, afirmou.
No ano seguinte, já em 2024, começou a rodar com uma estrutura mais completa de serviços, suportando Pix, Open Finance e outros métodos de pagamento. Agora, a empresa já comemora a opção de cartão de crédito e até investimentos em ações do exterior.
“Estamos aprendendo, formando time e amadurecendo a operação. O crédito nunca foi o carro-chefe inicial, mas pode se tornar. Faz parte do roadmap, à medida que ganhamos escala e conhecimento”, diz. “No Brasil, respeitamos o ritmo do Banco Central. Começamos com uma licença mais robusta e estamos preparados para avançar quando houver maturidade operacional e regulatória”, finaliza.
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