2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
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Atravessado por uma crise sem precedentes, o governo de Cuba decidiu liberar que as empresas privadas usem criptomoedas em transações internacionais. A iniciativa tem o objetivo de tentar contornar as sanções dos Estados Unidos, que cada vez mais pesam sobre a economia local.
Em comunicado divulgado nesta semana, Havana definiu que um grupo de 10 empresas está apto a enviar recursos por meios criptográficos para fora da ilha. No entanto, definiu uma série de regras para que essas operações sejam concluídas.
Um dos requisitos é que os pagamentos sejam feitos com base no objeto social de cada negócio. Por isso, não há autorização para uso livre dos criptoativos, que têm sido a saída de muitos países para contornar crises com o dólar.
“[Cada empresa deve] informar ao Banco Central, a cada trimestre, um resumo das operações feitas com base nesta autorização, detalhando valores, ativos virtuais empregados e o PSAV por meio do qual foram realizadas”, diz o comunicado publicado pelo Banco Central de Cuba. “A autorização tem validade de um ano, a partir da assinatura, prorrogável por meio de solicitação com antecedência superior a 60 dias antes do vencimento”, continua.
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Essa não é a primeira vez que o governo cubano abre caminho para o uso de criptomoedas dentro do país. A ordem oficial de 2022 trazia regras ainda mais rígidas sobre a movimentação dos tokens digitais, como forma de fiscalização do que entra e sai do país.
O uso de criptomoedas -especialmente stablecoins- se torna uma ferramenta usada pelos países para fugir da dependência direta do dólar físico. Por meio de conversões digitais, é possível fazer pagamentos sem precisar da intermediação dos bancos tradicionais, portanto, fora das vias oficiais.
Cuba é uma ilha do Caribe, com uma população de pouco mais de 10 milhões de pessoas. Desde o século passado, enfrenta diversos problemas sociais, ocasionados pelas sanções impostas por Washington, que limitam a entrada de produtos e serviços no país.
Neste ano, porém, o presidente Donald Trump apertou o cerco contra o governo cubano, limitando ainda mais a entrada de combustíveis, por exemplo. Desta forma, o país tem passado por uma grave crise econômica, que não tem dia nem hora para acabar.
Neste mês, o chefe da Casa Branca chegou a dizer que terá a honra de tomar Cuba e fazer o que quiser. "Seja libertando-os, tomando-os — acho que poderei fazer o que quiser com eles, para dizer a verdade. Eles são uma nação muito fragilizada agora", declarou.
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