Após os bombardeios aéreos dos Estados Unidos contra o território da Venezuela, que culminaram na
captura do ditador Nicolás Maduro neste sábado (3), o país vizinho decidiu fechar a fronteira terrestre com o Brasil, feita por meio de rodovia que corta o município brasileiro de Pacaraima, no extremo norte de Roraima.
O próprio governo de Roraima divulgou, em nota, que "acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense".
No caso, a fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela se estende por mais de 2 mil quilômetros. Roraima, como primeira linha de defesa entre o Brasil e a Venezuela, segue em contato constante com o governo federal, o qual realiza reunião de emergência, apesar do período de recesso da classe política.
Por sua vez, o prefeito de Pacaraima, Waldery D’Avila, manifestou "profunda preocupação com os ataques ocorridos na madrugada de hoje em Caracas" e informou que estava "monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça".
Mais cedo, o próprio presidente americano Donald Trump explicou que os
EUA administrarão temporariamente a Venezuela até que haja condições seguras para uma transição de governo pacífica, ao participar de uma coletiva de imprensa.
“Vamos comandar a Venezuela até poder fazer uma transição segura e justa. Vamos continuar lá até a transição apropriada acontecer”, afirmou Trump na presença de jornalistas.
Até o momento, o paradeiro oficial de Nicolás Maduro e sua esposa, que foram retirados da capital venezuelana, Caracas, ainda não foi informado.
Todavia, o The New York Times apurou que o então herdeiro de Hugo Chávez teria sido levado para a base americana de Guantánamo, localizada na Ilha de Cuba. Na sequência, Maduro seria transportado diretamente para o Tribunal de Nova York, já em solo americano.