CPI convoca dono do Banco Master e chama Toffoli e Moraes para depor

Também foram aprovadas a convocação de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, ambos com comparecimento obrigatório na CPI.

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Publicado em 25/02/2026 às 15:26h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 25/02/2026 às 15:26h Atualizado 2 minutos atrás por Matheus Silva
Enquanto a presença do banqueiro é obrigatória, o comparecimento dos magistrados é facultativo (Imagem: Shutterstock)
Enquanto a presença do banqueiro é obrigatória, o comparecimento dos magistrados é facultativo (Imagem: Shutterstock)
🚨 A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e os convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para prestarem depoimento. 
Enquanto a presença do banqueiro é obrigatória, o comparecimento dos magistrados é facultativo.
A votação foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), que propôs deliberação simbólica para os convites e para requerimentos de informação que não envolviam dados sigilosos, como relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Com exceção da convocação de Vorcaro, todos os itens foram aprovados em bloco.
Além dos ministros do STF, a CPI aprovou convites à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes; ao ministro da Casa Civil, Rui Costa; ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. 
Também foi aprovado pedido de informações sobre o registro de entrada de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master, no Senado.

Irmãos de Toffoli e quebra de sigilo

José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, foram convocados. A CPI também aprovou a quebra de sigilo fiscal da empresa Maridt Participações, registrada em nome deles, mas que, segundo os parlamentares, teria como beneficiário o próprio ministro.
Paralelamente, a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu aprovar a convocação do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ambos com comparecimento obrigatório. 
Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo Randolfe, Guedes deverá esclarecer se medidas de desregulamentação adotadas durante sua gestão teriam, na avaliação do parlamentar, facilitado possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.

Questionamentos sobre ministros do STF

Os convites aos ministros foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que cita supostos vínculos societários e econômicos indiretos com a instituição financeira.
No caso de Alexandre de Moraes, Girão afirmou que o convite busca esclarecer eventual atuação em benefício de interesses privados, delimitando os limites entre função pública e relações particulares.
Já em relação a Dias Toffoli, o requerimento menciona que a condução do inquérito envolvendo o Banco Master teria sido marcada por decisões processuais consideradas pouco usuais em investigações de alta complexidade.
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, segundo informações citadas na comissão.

TH Joias não comparece

Na mesma sessão, a CPI também pretendia ouvir o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, preso em setembro do ano passado pela Polícia Federal sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
🗣️ O comparecimento, porém, dependia de autorização judicial, que não havia sido concedida até o momento da reunião. Diante disso, Contarato colocou em votação os demais requerimentos e encerrou a sessão. O pedido de convocação de TH Joias foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira.