🚨 Assistir a um jogo da Copa do Mundo cercado por milhares de torcedores em uma praça pública sempre foi o "Plano B" perfeito para quem não conseguia ingressos para os estádios.
No entanto, para a Copa do Mundo de 2026, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, a FIFA está abrindo um precedente inédito: a cobrança de entrada nas zonas de fãs oficiais.
De acordo com informações do jornal britânico The Times, esta será a primeira vez na história do torneio que a organização cobrará pelo acesso a essas áreas.
A mudança já começou a ser desenhada em Nova Jersey, nos EUA — local que, inclusive, será o palco da grande final do torneio.
Por lá, o acesso ao FIFA Fan Festival está sendo comercializado por US$ 12,50 (cerca de R$ 67,20 na cotação atual).
Autonomia das cidades-sede e o modelo de negócio
A decisão de cobrar ou não pela entrada não parece ser uma imposição única da FIFA, mas sim uma prerrogativa das cidades-sede.
Ao que tudo indica, cada localidade terá autonomia para decidir se aplicará a taxa e qual será o valor cobrado para acessar o evento. Isso levanta uma preocupação sobre o custo da experiência "Copa do Mundo".
A Copa de 2026 será a maior de todas, com a participação recorde de 48 seleções e um calendário estendido que vai de 11 de junho a 19 de julho.
Com mais jogos e mais países envolvidos, a demanda por espaços públicos de transmissão será massiva. A cobrança pode ser uma tentativa de controlar o fluxo de pessoas, mas também representa uma nova e lucrativa fonte de receita para os organizadores locais e para a própria federação internacional.
O que esperar para os torcedores brasileiros
Para o torcedor brasileiro que planeja viajar, o custo extra nas Fan Zones precisa entrar na planilha de gastos.
Com o
dólar flutuando na casa dos R$ 5,40, uma tarde assistindo à Seleção Brasileira em um telão oficial pode custar quase o valor de um ingresso de cinema premium ou de um evento cultural de médio porte no Brasil.
Resta saber se as sedes no México e no Canadá seguirão o exemplo americano ou se manterão a tradição da gratuidade para preservar o espírito festivo e popular do esporte.
⚽ O que é certo é que o modelo de "entretenimento total" dos EUA está transformando cada metro quadrado do evento em uma oportunidade de monetização.