Na sexta-feira (27), antes do fim de semana, a referência global já havia fechado em US$ 73 por barril, o maior nível desde julho, refletindo a crescente tensão na região. Os contratos futuros permanecem fechados aos fins de semana.
Risco no Estreito de Ormuz eleva pressão
Segundo fontes do mercado, proprietários de petroleiros e grandes empresas de energia suspenderam embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pela rota após alertas emitidos por Teerã contra a navegação na área.
Para Ajay Parmar, diretor de energia e refino da ICIS, os preços podem abrir a semana mais próximos de US$ 100 por barril, podendo superar esse patamar caso o bloqueio da passagem se prolongue.
Helima Croft, do RBC, também alertou que líderes do Oriente Médio já haviam indicado a Washington que uma guerra contra o Irã poderia levar o barril acima de US$ 100.
Analistas do Rabobank projetam cenário menos extremo, mas ainda veem o Brent sustentado acima de US$ 90 no curto prazo.
Capacidade limitada de compensação
Mesmo com rotas alternativas, o fechamento total de Ormuz poderia retirar entre 8 e 10 milhões de barris diários do mercado, segundo Jorge Leon, da Rystad Energy. A consultoria estima que o Brent possa subir cerca de US$ 20 adicionais, alcançando a faixa de US$ 92 quando os mercados reabrirem.
Diante do cenário, governos e refinarias na Ásia passaram a revisar estoques e buscar rotas alternativas. A consultoria Kpler indicou que a Índia pode ampliar a compra de petróleo russo para compensar eventuais perdas de fornecimento do Oriente Médio.
📊 O comportamento dos preços nos próximos dias dependerá da duração do conflito e da situação logística na principal rota energética do mundo.