A China atingiu a sua meta de crescimento em 2025, apesar dos impactos decorrentes do tarifaço de Donald Trump.
📈 O PIB (Produto Interno Bruto) da China avançou 5% em 2025, mantendo o ritmo de crescimento registrado no ano anterior.
Com isso, a economia chinesa alcançou um valor recorde de US$ 20,1 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) por Pequim.
Chefe do Departamento Nacional de Estatísticas da China, Kang Yi disse que "alcançar um desenvolvimento tão estável não é nada fácil em meio a riscos e desafios interligados". E atribuiu esse resultado às medidas adotadas pelo governo chinês para compensar os "choques externos adversos".
"Diante de mudanças abruptas no ambiente externo e de crescentes dificuldades e desafios internos, a China adotou políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes, que ajudaram a compensar choques externos adversos e a estabilizar as bases para o desenvolvimento em meio às adversidades", declarou.
Exportações crescem
Apesar das tarifas de Donald Trump, o PIB da China foi impulsionado justamente pelas exportações, sobretudo de produtos de alta tecnologia.
💲 As exportações chinesas avançaram 6,1% em 2025, mas as exportações de produtos de alta tecnologia cresceram ainda mais: 13,2%. Já as importações tiveram um leve aumento de 0,5%.
"De modo geral, a economia nacional manteve o ritmo de progresso constante em 2025, apesar das múltiplas pressões, e o desenvolvimento de alta qualidade registrou novas conquistas", destacou o Departamento Nacional de Estatísticas da China.
O governo chinês admitiu, no entanto, que "o impacto das mudanças no ambiente externo está aumentando, a contradição entre a forte oferta e a fraca demanda no mercado interno é evidente, e inúmeros problemas antigos e novos desafios ainda persistem no desenvolvimento econômico".
Por isso, defendeu a adoção de políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes para continuar a expandir a demanda interna, melhorar a oferta e fazer o melhor uso dos recursos existentes.
Indústria avança
Em 2025, a produção industrial chinesa cresceu 5,9%, puxada principalmente pela fabricação de equipamentos e de itens de alta tecnologia, que avançaram mais de 9%.
A mineração (5,6%), a indústria de transformação (6,4%), eletricidade, energia térmica, gás e água (2,3%) também seguiram em crescimento.
O ano ainda foi positivo para o setor de serviços (5,4%), as vendas do varejo (3,7%) e a produção de grãos (1,2%) da China.
Setor imobiliário recua
⚠️ O investimento em infraestrutura, por outro lado, teve uma retração de 2,2%. E o desenvolvimento imobiliário despencou 17,2%, o que pode ser um alerta para a
Vale (VALE3).
A China é a principal consumidora mundial de
minério de ferro, justamente por causa da demanda forte desses setores.
Não à toa, o minério de ferro recuam nesta segunda-feira (19), diante dos dados fracos da atividade imobiliária chinesa.