BHIA3: Michael Klein propõe volta à Casas Bahia e eleva posição acionária
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
A Casas Bahia (BHIA3) caiu mais de 78% e quase saiu do Ibovespa em 2023. Ainda assim, chamou a atenção da maior gestora de ativos do mundo. É que a BlackRock comprou ações da varejista.
💲 Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia informou que a BlackRock atingiu uma posição equivalente a 5,133% do número total de ações ordinárias da companhia na terça-feira (23).
De acordo com a BlackRock, o objetivo da participação societária é "estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia".
📉 As ações da Casas Bahia despencaram 78% na B3 em 2023 e já caíram mais 23% em 2024. Nesta quarta-feira (24), o papel fechou com queda de 4,5%, a R$ 8,70.
A desvalorização ganhou força principalmente depois de a varejista lançar uma oferta primária de ações, em setembro de 2023. O objetivo era levantar recursos para reduzir o endividamento e avançar com a reestruturação da companhia. Porém, foi comprometido pelo nível de adesão à oferta.
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A Casas Bahia pretendia captar R$ 1 bilhão, mas levantou R$ 622 milhões com o follow-on. O resultado pressionou ainda mais as ações, fazendo com que a empresa entrasse no grupo das penny stocks e tivesse que fazer um grupamento de ações.
O grupamento de ações, na proporção de 25 para 1, foi realizado de forma antecipada, em dezembro de 2023, com a doação de ação para os acionistas. Não fosse isso, as ações poderiam ficar de fora da carteira do Ibovespa no início de 2024, por causa do baixo valor de negociação.
A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.
O mecanismo de "poison pill", amplamente utilizado por empresas listadas na bolsa, é um dispositivo de proteção que obriga o lançamento de uma OPA.