BRB (BSLI4): Governo do DF pode injetar dinheiro no banco após caso Master

BRB ainda calcula prejuízos, mas diz que o governo do DF pode ajudar a cobrir eventuais perdas.

Author
Publicado em 14/01/2026 às 09:25h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 14/01/2026 às 09:25h Atualizado 2 minutos atrás por Marina Barbosa
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Shutterstock)
BRB é o Banco de Brasília (Imagem: Shutterstock)

O BRB (BSLI4) ainda faz as contas de quanto pode ter perdido ao apostar no Banco Master, que está sendo alvo de investigações por supostas fraudes financeiras

💲 Contudo, garante que já tem um plano para cobrir eventuais prejuízos, o que pode envolver um aporte direto do seu controlador, o governo do Distrito Federal.

Em nota divulgada na terça-feira (13), o BRB disse que "a apuração de possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda está sendo realizada pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll".

E seguiu: "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco".

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha chegou a admitir no final do ano passado a possibilidade de o governo injetar dinheiro no BRB. Porém, nos últimos dias, indicou que o governo estaria arrecadando menos do que o esperado e, por isso, poderia ter que cortar despesas.

Leia também: PF faz nova operação para investigar fraudes financeiras no Banco Master

BRB garante solidez

Diante da dúvida, o BRB garantiu que continua com uma situação financeira robusta, o que inclui um patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões. 

Além disso, lembrou que é um dos credores da liquidação extrajudicial do Banco Master. Por isso, ainda pode receber algum reembolso da instituição.

"O Banco reforça que permanece sólido, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais", disse o BRB.

De acordo com a PF (Polícia Federal), o Master teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. Só o BRB injetou mais de R$ 12 bilhões na instituição. Em novembro, o banco disse que já havia recuperado mais de R$ 10 bilhões desse valor.

No ano passado, o BRB ainda tentou comprar uma fatia do Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.

Novo comando

Depois das investigações, o governo do Distrito Federal trocou o presidente do BRB, dando início a uma ampla renovação da administração do banco.

Já sob a administração de Nelson Antônio de Souza, o BRB anunciou novos diretores nesta semana e ainda convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para o próximo dia 19 de fevereiro para eleger novos membros para o seu Conselho de Administração.

Em nota, o banco disse que também aprimorou seus controles internos, para manter as carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.