Braskem (BRKM5): Prejuízo cresce e passa de R$ 10 bilhões no 4T25

A Braskem foi afetada pelo ciclo de baixa da indústria petroquímica e pelas incertezas globais.

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Publicado em 27/03/2026 às 08:19h Publicado em 27/03/2026 às 08:19h por Marina Barbosa
Braskem é a maior petroquímica do Brasil (Imagem: Shutterstuck)
Braskem é a maior petroquímica do Brasil (Imagem: Shutterstuck)
A Braskem (BRKM5) confirmou o temor dos analistas e apresentou resultados fracos no quarto trimestre de 2025.
🚨 A petroquímica sofreu um prejuízo líquido de R$ 10,2 bilhões no trimestre. Isto é, um rombo 82% maior que o do mesmo período de 2024, quando a perda foi de R$ 5,6 bilhões.
O resultado reflete o cenário adverso da indústria petroquímica mundial, que tem enfrentado excesso de oferta, redução da demanda e preços cada vez mais contraídos.
Não bastasse isso, as incertezas relacionadas aos conflitos geopolíticos e à guerra tarifária pesaram sobre o setor na reta final do ano, um período que já costuma ser de baixa no setor, o que pressionou ainda mais os spreads.
🏭 A Braskem também realizou paradas programas de manutenção no período, o que levou a uma redução da taxa média de utilização das suas centrais petroquímicas e, consequentemente, a vendas menores.
Com isso, a petroquímica registrou uma receita líquida de vendas de R$ 16,1 bilhões no quarto trimestre, 16% menor que a do mesmo período de 2024. 
Já o Ebitda recorrente teve uma alta de 6% e chegou a R$ 589 milhões. Ainda assim, o dado ficou abaixo da projeção do mercado, que era de R$ 665 milhões, segundo dados compilados pela LSEG. E não foi suficiente para aliviar a alavancagem da empresa.

Dívida cresce

📈 A dívida bruta corporativa da Braskem cresceu 10% ao longo de 2025, chegando a US$ 9,4 bilhões. Por isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida ajustada/Ebitda recorrente marcou 14,74x no final do ano.
Diante desse cenário, a Braskem disse que segue focada na implementação do seu programa de resiliência e transformação, que busca elevar o Ebitda e a geração de caixa no curto prazo, mas também mira a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
Essa agenda contempla medidas como o aumento da produção com fontes renováveis, o aumento e a flexibilidade dos ativos de gás e a otimização das operações de nafta.
A expectativa de que a Braskem apresentasse um desempenho fraco no quarto trimestre pesou sobre as ações da petroquímica nessa quinta-feira (26). Os papeis fecharam em queda de 7,22%, a maior queda diária do Ibovespa.