O Brasil desponta como o país mais beneficiado pela reviravolta tarifária nos Estados Unidos, segundo um estudo do Global Trade Alert.
📉 O levantamento explica que os produtos brasileiros enfrentavam uma tarifa média de 26,3% ao serem exportados para os Estados Unidos até a última sexta-feira (20), mas agora ficarão sujeitos a uma tarifa média de 12,8%.
A redução de 13,6 pontos percentuais foi a maior observada entre todos os parceiros comerciais americanos. A China, por exemplo, terá uma redução de 7,1 pontos percentuais e a Índia, de 5,6 pontos percentuais.
Já a União Europeia e países como a Coreia do Sul saíram perdendo com os últimos movimentos tarifários, pois acabaram ficando sujeitos a uma cobrança maior ao exportar para os Estados Unidos.
O que aconteceu?
A Suprema Corte dos Estados Unidos
derrubou o tarifaço de Donald Trump na última sexta-feira (20), por entender que o republicano excedeu a sua autoridade ao taxar quase todos os parceiros comerciais americanos em abril do ano passado.
A decisão se baseou no fato de que a Constituição dos Estados Unidos determina que quem tem o poder de criar impostos e tarifas é o Congresso e não o presidente. Contudo, foi criticada por Donald Trump, que logo encontrou uma forma de driblar a decisão da Suprema Corte e renovas as tarifas.
A nova tarifa de 15% deve entrar em vigor nesta terça-feira (24) e terá validade de 150 dias. Para continuar depois desse prazo, terá que ser validada pelo Congresso americano.
Impacto nos mercados
O ânimo, no entanto, não durou muito, pois a decisão de Donald Trump de insistir na taxação renovou as incertezas dos investidores sobre o rumo do comércio internacional.
A cautela só aumentou depois que Donald Trump ameaçou impor novas tarifas a países que fizerem "joguinhos" com os acordos comerciais firmados com os americanos.
Por isso, as bolsas americanas caem forte nesta segunda-feira (23). O Ibovespa também virou para o vermelho, depois de abrir em alta e bater pela primeira vez na história nos
191 mil pontos.
Já o
dólar segue uma tendência de queda, sobretudo frente a moedas emergentes como o real. A avaliação do mercado é de que as incertezas sobre os próximos passos da política tarifária americana contribuem com o enfraquecimento da moeda.
Veja os países que saíram ganhando com a nova tarifa dos EUA:
- Brasil: -13,6 pp;
- China: -7,1 pp;
- Índia: -5,6 pp;
- Canadá: -3,3 pp;
- México: -2,9 pp;
- Vietnã: -2,8 pp;
- Tailândia: -2,0 pp;
- Malásia: -1,7 pp;
- Taiwan: -1,3 pp;
E os países que ficaram com tarifas maiores:
- Irlanda: +0,1 pp;
- Suíça: +0,4 pp;
- Japão: +0,4 pp;
- Holanda: +0,5 pp;
- Coreia do Sul: +0,6 pp;
- Alemanha: +0,6 pp;
- União Europeia: +0,8 pp;
- França: +1,0 pp;
- Singapura: +1,1 pp;
- Itália: +1,7 pp;
- Reino Unido: +2,1 pp.