Axia (AXIA3): Após dobrar de valor, Safra vê mais espaço para alta e dividendos 'gordos'
Após subir 97% nos últimos 12 meses, a empresa ainda atrai o Safra, que aposta em nova rodada de ganhos e proventos acima da média do setor.
Em relatório divulgado nesta sexta-feira (13), o Bradesco BBI revisou suas projeções para Axia Energia (AXIA3) mais uma vez. O banco de investimentos subiu o preço-alvo previsto para o final de 2026 de R$ 72 para R$ 79, o que representa um upside de 37% em relação ao valor atual.
O principal motivo para essa alteração foi a avaliação de que a companhia pode atingir os rendimentos mais altos entre as empresas da cobertura do banco ao longo deste ano. Para eles, a ex-Eletrobras deve distribuir algo entre 7% e 8% de dividendos aos acionistas em 2026 e 2027.
A recomendação de compra é reiterada mesmo no momento em que a companhia já opera com uma alta acelerada de seus papéis na B3. Para o Bradesco, mesmo neste cenário, a companhia ainda tem espaço para avançar na bolsa.
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Os analistas Francisco Navarrete e Ricardo França calculam que o preço da energia pode ser de R$ 230 por MWh, uma faixa bastante conservadora. Isso porque há possibilidade de atingir até R$ 300 por MWh, o que seria ainda mais benéfico para os papeis da companhia.
“Seguimos vendo assimetria positiva, especialmente diante do processo de reprecificação do preço de energia no longo prazo, elemento ao qual a Axia é altamente exposta”, afirmam Navarrete e França.
A preocupação só se situa no desempenho das chuvas nos próximos meses, que pode causar algum impacto nos números. As atenções estarão voltadas para o nível dos reservatórios no final de março, que antecipam qual será o movimento durante o inverno.
“O cálculo do preço é complexo, exigindo ‘premissas sobre premissas’ (chuvas, demanda, regime de ventos, entre outros), além de que ajustes recentes no modelo do PLD trouxeram volatilidade adicional”, explicam.
Na semana passada, o Safra já havia feito considerações parecidas à ex-estatal, destacando que um preço-alvo entre R$ 73 e R$ 79 para as ações, dependendo da categoria. Já para os dividendos, a aposta é ainda maior: de 9% em cada um dos próximos dois anos.
“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”, pontuaram os analistas.
Na sexta, os papéis da companhia fecharam o pregão cotados em R$ 58. com baixa de 0,3% no dia. No entanto, desde o começo do ano, a situação é bem diferente, já que a empresa desfruta de uma alta de 16%, conforme informações da B3.
Após subir 97% nos últimos 12 meses, a empresa ainda atrai o Safra, que aposta em nova rodada de ganhos e proventos acima da média do setor.
A companhia fixou reembolso de R$ 40,62 por ação para preferencialistas que exercerem direito de recesso caso a migração seja aprovada.