Diferente do
Bitcoin (BTC), que cada vez mais acentua uma queda exagerada e chega ao desconto de -40% ante sua máxima histórica, o ouro voltou a se recuperar nesta terça-feira (3), com os contratos futuros da commodity saltando +7% e beliscando os
US$ 5 mil por onça-troy (unidade de peso equivalente a 31 gramas).
Talvez o mercado tenha exagerado na pressão vendedora do metal precioso nos últimos pregões, já que, junto aos contratos futuros da prata, chegou a se desvalorizar -25% em apenas um pregão, o pior desempenho diário desde a década de 1980. Agora, são os
ETFs temáticos de ouro e prata, além das ações de mineradoras, que levam a melhor.
O
ETF IAU, investimento mais popular no mundo para espelhar a cotação do ouro, se apreciava +6,22%, voltando a ficar acima dos US$ 93 por cota. Aqui no Brasil, o
ETF GOLD11, que faz a mesma coisa, permite aos investidores adicionarem o metal precioso em suas carteiras, subia +5,80% e alcançava quase R$ 27 por cota.
Enquanto as ações da mineradora de ouro
Aura Minerals (AURA33) escalavam +3,30%, na faixa dos R$ 109 cada, no mesmo instante, o
ETF GDXJ, que investe em uma cesta de mineradoras júnior com alto potencial, também avançava +3,30% e marcava US$ 128 por cota.
Já a
criptomoeda mantém a sua tendência negativa em 2026, recuando quase -4% nas últimas 24 horas, valendo US$ 75,3 mil por volta das 15h (horário de Brasília). Na semana, o
BTC derreteu -13,50%. Além de fatores técnicos e gráficos de especuladores, a verdade é que as grandes fortunas em Wall Street estão mais vendendo do que comprando criptoativos no curto prazo.
Para se ter uma ideia, nas últimas duas semanas, os
ETFs de Bitcoin à vista, listados na bolsa de valores americana, tiveram uma saída líquida de US$ 2,8 bilhões, o que retira uma fonte chave de demanda no mundo cripto.
Bitcoin ou ouro em 2026?
“Os fatores temáticos que impulsionam o ouro permanecem positivos e acreditamos que a justificativa dos investidores para suas alocações em ouro (e outros metais preciosos) não mudou. As condições não parecem propícias para uma reversão sustentada nos preços do ouro, e traçamos alguns paralelos entre a situação atual e o contexto da fraqueza do ouro nas décadas de 1980 e 2013”, destaca o banco alemão em nota.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Bitcoin (BTC) há 12 meses, hoje você teria
R$ 704,30. A simulação também aponta que o
ETF GOLD11 teria retornado
R$ 1.486,01 nas mesmas condições.