Bitcoin (BTC) e ouro caíram em exagero? Um deles volta a subir 7%

Metal precioso recupera os US$ 5 mil por onça-troy, enquanto criptomoeda segue em baixa.

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Publicado em 03/02/2026 às 15:10h - Atualizado Agora Publicado em 03/02/2026 às 15:10h Atualizado Agora por Lucas Simões
Apelidado de 'o ouro digital', o BTC segue com desconto de -40% ante topo em US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
Apelidado de 'o ouro digital', o BTC segue com desconto de -40% ante topo em US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
Diferente do Bitcoin (BTC), que cada vez mais acentua uma queda exagerada e chega ao desconto de -40% ante sua máxima histórica, o ouro voltou a se recuperar nesta terça-feira (3), com os contratos futuros da commodity saltando +7% e beliscando os US$ 5 mil por onça-troy (unidade de peso equivalente a 31 gramas).
Talvez o mercado tenha exagerado na pressão vendedora do metal precioso nos últimos pregões, já que, junto aos contratos futuros da prata, chegou a se desvalorizar -25% em apenas um pregão, o pior desempenho diário desde a década de 1980. Agora, são os ETFs temáticos de ouro e prata, além das ações de mineradoras, que levam a melhor.
O ETF IAU, investimento mais popular no mundo para espelhar a cotação do ouro, se apreciava +6,22%, voltando a ficar acima dos US$ 93 por cota. Aqui no Brasil, o ETF GOLD11, que faz a mesma coisa, permite aos investidores adicionarem o metal precioso em suas carteiras, subia +5,80% e alcançava quase R$ 27 por cota.
Enquanto as ações da mineradora de ouro Aura Minerals (AURA33) escalavam +3,30%, na faixa dos R$ 109 cada, no mesmo instante, o ETF GDXJ, que investe em uma cesta de mineradoras júnior com alto potencial, também avançava +3,30% e marcava US$ 128 por cota.
Já a criptomoeda mantém a sua tendência negativa em 2026, recuando quase -4% nas últimas 24 horas, valendo US$ 75,3 mil por volta das 15h (horário de Brasília). Na semana, o BTC derreteu -13,50%. Além de fatores técnicos e gráficos de especuladores, a verdade é que as grandes fortunas em Wall Street estão mais vendendo do que comprando criptoativos no curto prazo. 
Para se ter uma ideia, nas últimas duas semanas, os ETFs de Bitcoin à vista, listados na bolsa de valores americana, tiveram uma saída líquida de US$ 2,8 bilhões, o que retira uma fonte chave de demanda no mundo cripto.

Bitcoin ou ouro em 2026?

Na visão do Deutsche Bank, a tese dos investidores para continuar adicionando ouro na carteira segue intacta em 2026, apesar da volatilidade recente dada a indicação de Donald Trump ao Federal Reserve
“Os fatores temáticos que impulsionam o ouro permanecem positivos e acreditamos que a justificativa dos investidores para suas alocações em ouro (e outros metais preciosos) não mudou. As condições não parecem propícias para uma reversão sustentada nos preços do ouro, e traçamos alguns paralelos entre a situação atual e o contexto da fraqueza do ouro nas décadas de 1980 e 2013”, destaca o banco alemão em nota.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Bitcoin (BTC) há 12 meses, hoje você teria R$ 704,30. A simulação também aponta que o ETF GOLD11 teria retornado R$ 1.486,01 nas mesmas condições.