Barril de petróleo ultrapassa US$ 85 e atinge valor mais alto desde 2024

O mercado está especialmente atento ao Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento do petróleo exportado pelos países da OPEP+.

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Publicado em 03/03/2026 às 09:19h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 03/03/2026 às 09:19h Atualizado 3 minutos atrás por Elanny Vlaxio
O petróleo atingiu US$ 85,12 (R$ 442,58) (Imagem: Shutterstock)
O petróleo atingiu US$ 85,12 (R$ 442,58) (Imagem: Shutterstock)
🚨 Os preços do petróleo continuam em forte alta nesta terça-feira (3), em meio aos temores de que o conflito entre Irã e Iraque se estenda. O mercado está atento ao Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento do petróleo exportado pelos países da OPEP+.
Por volta das 11h30 (8h30 em Brasília), o preço do Brent para entrega em maio avançava 7,94%, sendo negociado a US$ 83,91 o barril (R$ 436,29). Antes, chegou a atingir US$ 85,12 (R$ 442,58), o maior patamar desde julho de 2014. Nos EUA, o WTI (West Texas Intermediate) para entrega em abril também subia forte, com alta de 7,36%, negociado a US$ 76,47 (R$ 397,61) por barril.

Impactos ampliados além do petróleo

Para Mônica Araújo, economista chefe da InvestSmart XP, o choque nos preços está ligado não apenas à oferta de petróleo, mas a reflexos em outros mercados.
“Além do desastre humanitário, o mercado com o maior impacto do início do ataque militar dos EUA / Israel ao Irã é, sem dúvidas, o mercado de commodity, em especial o do petróleo. A representatividade da produção e exportação de petróleo pelo Irã na oferta global e a sua gestão de parte do Estreito de Ormuz […] justifica a alta de quase 7% no petróleo tipo Brent”, explicou.
🗣️ Segundo Araújo, a volatilidade pode se estender: “Mas não deve ser o único mercado a refletir o aumento das tensões na região e o risco de ampliação do conflito, desta vez também deveremos observar volatilidade nos preços dos fertilizantes e do segmento de carnes […].”
Ela destaca ainda que a reação dos mercados no primeiro dia útil após a escalada do conflito foi natural: “Era natural e previsível que os investidores globais buscassem proteção, seja em moeda forte (dólar), seja nos títulos públicos de países desenvolvidos, seja no ouro ou em ativos reais.”
A economista observa que setores ligados ao petróleo também podem se beneficiar em bolsa. “O desempenho positivo das ações ligadas ao setor de petróleo na Bovespa […] se deve ao fato de não estarem expostas diretamente ao mercado onde o conflito se desenrola, e à monetização das reservas a preços mais altos.”