Bad Bunny no Super Bowl chama atenção pelo cachê; Donald Trump critica apresentação

Cantor porto-riquenho não recebe cachê, mas ganha projeção global; Trump classificou como ’afronta’.

Author
Publicado em 09/02/2026 às 12:11h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 09/02/2026 às 12:11h Atualizado 2 minutos atrás por Wesley Santana

Na noite do último domingo (9), o cantor Bad Bunny se apresentou em um dos palcos mais concorridos do mundo. O porto-riquenho fez um show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, nos Estados Unidos.

Estima-se que cerca de 133 milhões de pessoas tenham assistido à apresentação, seja dentro do estádio ou por meio da transmissão televisiva. No Brasil, pela primeira vez, o show foi exibido na TV aberta, no horário nobre.

O fato curioso é que, mesmo levando milhões de pessoas ao delírio, Bunny não deve receber cachê elevado pela apresentação. O valor pago é de US$ 1 mil, meramente simbólico, que é o valor equivalente ao piso do sindicato dos EUA. 

Leia mais: Quais são as apostas no Super Bowl 2026? Mercados de previsão giram US$ 150 milhões

Por regra da organização, o objetivo do show do intervalo não é monetário, mas promocional. Na teoria, o artista não vai ver um aumento repentino na sua conta bancária. Na prática, porém, a visibilidade é suficiente para superar uma boa proposta comercial.

A revista Billboard, especializada no segmento musical, estima que a apresentação na final da NFL pode gerar um aumento repentino de até 110% nas buscas pelos cantores. Além de aumentar a demanda de ouvintes, isso serve também para elevar as receitas do artista.

A apresentação de Bad Bunny durou cerca de 13 minutos, tempo no qual recebeu artistas convidados. A cantora Lady Gaga, por exemplo, cantou uma versão de “Die with a Smile” adaptada para salsa, um ritmo muito escutado nas ilhas do Caribe.

Críticas de Donald Trump

A apresentação de Bunny foi marcada por bastante simbolismo, com várias referências à sua terra natal. Porto Rico é uma ilha no Mar do Caribe que foi vendida aos Estados Unidos, mas que hoje parte da população pede independência.

Essa, inclusive, é uma das bandeiras levantadas por ele, que faz questão de falar sobre o assunto quando é perguntado. A língua mais falada no território é o espanhol, que também é o idioma usado nas composições do cantor.

Esses e outros temas geraram críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta segunda (9), por meio das redes sociais, ele classificou a apresentação como uma “afronta”.

"Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência", escreveu o chefe da Casa Branca. "Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante. Esse 'show' é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias", continuou.

Um dos momentos a que Trump se refere é aquele no qual o cantor Ricky Martin, também porto-riquenho, foi recebido pelo compatriota para cantar a faixa “Lo que pasó a Hawái” (O que aconteceu com o Havaí, em português), que faz referência à ilha dos EUA localizada no Oceano Pacífico, sendo o estado norte-americano mais distante da capital Washington.

“Querem tirar meu rio e também minha praia”, diz um trecho. “Não querem que façam com você o que aconteceu com o Havaí”, diz outra estrofe.

Show no Brasil

Bad Bunny se apresenta no Brasil ainda neste mês, com dois shows marcados para São Paulo. Os eventos acontecerão nos dias 20 e 21, no Allianz Parque, zona oeste da capital paulista.

O estádio do Palmeiras será palco da turnê “Debí Tirar Más Fotos”, que faz parte do álbum lançado no ano passado pelo cantor caribenho. Os ingressos disponíveis custam cerca de R$ 865, conforme informações da Ticketmaster, que é a página oficial de venda.

Além do Brasil, o artista vai visitar outros países da América Latina, região que é exaltada em sua musicografia. Europa e Ásia também estão na programação da turnê.