💲 O Bradesco BBI revisou suas estimativas para a
Axia Energia (AXIA3) após elevar as projeções para os preços de energia no mercado de curto prazo.
A mudança reflete o cenário de chuvas abaixo do esperado e a ausência de sinais de melhora no curto prazo.
Com esse pano de fundo, o banco aumentou a estimativa para o preço médio da energia em 2026 no mercado de liquidação das diferenças, o PLD, de R$ 185 por megawatt hora para R$ 280, acompanhando a forte valorização recente, com preços já acima de R$ 300 por megawatt hora. A revisão também levou a ajustes relevantes nas projeções financeiras da companhia.
O Ebitda estimado para 2026 foi elevado de R$ 27,8 bilhões para R$ 30 bilhões, cerca de 8% acima do consenso de mercado.
Já a previsão de lucro líquido subiu para R$ 12,9 bilhões, o que representa 20% acima do esperado pelos analistas.
Dividendos entram no radar
Com números mais robustos, o BBI também revisou suas estimativas de remuneração aos acionistas.
A expectativa de dividendos totais para 2026 passou para R$ 11,4 bilhões, o que implica um rendimento estimado de 7,6% para AXIA3 e 7,8% para AXIA6, considerando o cenário-base trabalhado pelo banco. Diante desse contexto, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para a Axia Energia.
O preço-alvo para AXIA6 ao final de 2026 foi fixado em R$ 70, o que embute um potencial de valorização de aproximadamente 28% em relação às cotações atuais.
Mesmo após a boa performance recente das ações, o banco avalia que os papéis ainda negociam com desconto frente ao valor justo.
Segundo os analistas, esse diferencial fica ainda mais evidente em um ambiente de custos marginais mais elevados para a expansão de fontes renováveis.
Ainda pode melhorar
Apesar do cenário já mais favorável, o BBI avalia que ainda existe espaço para revisões adicionais. Dados da BBCE indicam preços médios do PLD próximos de R$ 360 por megawatt hora em 2026, em um contexto de temporada de chuvas fraca.
Caso esses níveis se sustentem, o banco estima que o Ebitda da Axia poderia alcançar cerca de R$ 32 bilhões, com lucro líquido ao redor de R$ 15 bilhões e
dividendos totais próximos de R$ 13,5 bilhões. Nesse cenário, o rendimento aos acionistas poderia se aproximar de 9%.
📈 Ainda assim, os analistas reforçam que adotam uma postura conservadora para o longo prazo, com preços estruturais de energia estimados em R$ 220 por megawatt hora, evitando extrapolações excessivas em um setor historicamente volátil.