As empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela, segundo o BTG
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
A Aura Minerals (AURA33) produziu um volume recorde de ouro no quarto trimestre de 2025. Com isso, atingiu o guidance de produção do ano e disparou na B3.
📈 A produção da mineradora chegou a 82.067 onças equivalentes de ouro no trimestre, uma alta de 11% acima em relação ao trimestre anterior e de 23% na comparação com o mesmo período de 2024, a preços correntes.
O resultado foi impulsionado pelo projeto Borborema - mina a céu aberto mantida pela companhia no Rio Grande do Norte, cuja produção saltou 54% no trimestre, chegando a 15.777 onças.
Segundo a Aura, a alta reflete a curva de ramp-up, com maior taxa de processamento, priorização de minério de maior teor e aumento da recuperação do projeto.
Borborema começou a produzir comercialmente em setembro de 2025 e caminha para ser a segunda maior mina de produção do portfólio da Aura. Afinal, conta com reservas de 812 mil onças de ouro.
A conclusão da aquisição da Mineração Serra Grande, em Goiás, em dezembro, também ajudou a Aura a alcançar uma produção recorde no quarto trimestre.
⚒️ Com isso, a Aura Minerals produziu um total de 280.414 onças equivalentes de ouro em 2025.
O resultado cresceu 5% em relação a 2025, a preços correntes. E ficou no intervalo superior do guidance do ano, que previa a produção de 266 mil a 300 mil onças.
CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa disse que esse desempenho reforça a "sólida trajetória de crescimento" da empresa, mesmo antes da plena materialização do ramp-up de Borborema e da contribuição adicional de produção decorrente da aquisição da Mineração Serra Grande.
Segundo ele, a companhia conseguiu aumentar a produção, estender a vida útil das suas operações e concluir duas aquisições transformacionais (a da Mineração Serra Grande e da mina Era Dorada, na Guatemala), o que demonstra o comprometimento com a geração de valor para os acionistas.
"Essas conquistas nos posicionam de forma sólida para a continuidade do crescimento e da criação de valor, bem como para alcançar uma produção superior a 600 mil onças nos próximos anos", acrescentou.
A Aura Minerals é uma mineradora do Canadá, especializada na produção de ouro e cobre, que tem minas no Brasil e em outros países da América Latina.
A empresa é apontada por analistas como uma forma de ampliar a exposição ao ouro e aproveitar a recente disparada do metal.
Diante das incertezas geopolíticas mundiais, o ouro disparou 65,24% em 2025 e segue batendo recordes no início de 2026.
Nesta segunda-feira (12), por exemplo, a commodity atingiu uma nova máxima, passando dos US$ 4,6 mil a onça.
Com isso e os dados de produção de 2025, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Aura Minerals também sobem forte na B3. Às 13h10, o papel avançava 4,93% e era negociado a R$ 98,62.
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.