Antes do balanço, Itaú BBA vê queda do Nubank (ROXO34) como oportunidade

Banco de investimentos reiterou compra dos papeis, mas manteve preço-alvo no mesmo patamar.

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Publicado em 25/02/2026 às 07:01h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 25/02/2026 às 07:01h Atualizado 4 minutos atrás por Wesley Santana
Nubank é o maior banco digital do país (Imagem: Shutterstock)
Nubank é o maior banco digital do país (Imagem: Shutterstock)

Para os analistas do Itaú BBA, este é o momento perfeito para que os investidores comprem ações do Nubank (ROXO34). Além de operar com baixa no acumulado deste ano, o banco digital está prestes a divulgar seu balanço do quarto trimestre, o que deve servir de gatilho para uma eventual recuperação no ativo.

O banco reiterou a recomendação de compra e manteve o preço-alvo de US$ 20 para os papéis negociados na NYSE, nos Estados Unidos. O valor representa uma aposta de ganho de 20% em relação ao patamar atual.

“Os resultados devem ser excelentes, desde os KPIs até o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido)”, pontuam, em referência aos números do 4T25.

De acordo com os analistas, não há justificativas para este movimento de baixa, que chega a quase 8% desde o começo do ano. A pressão se fundamenta, no entanto, em um receio global que coloca a inteligência artificial no centro do debate.

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"Não estamos ignorando as mudanças que a IA pode trazer para o cenário financeiro, mas vemos o Nubank como o principal beneficiário, e não o contrário", destacam.

Para eles, a companhia brasileira tem perfil suficiente para manter o caráter tecnológico mesmo em um cenário de revolução de IA. Por isso, entendem que o banco continua sendo uma opção disruptiva para os consumidores e investidores brasileiros.

"É assim que posicionamos o Nubank nessa discussão mais ampla sobre a disrupção causada pela IA. Portanto, somos compradores em momentos de baixa e reiteramos nossa recomendação de compra para as ações", escrevem.

Uma perspectiva muito parecida é corroborada pelo Safra, que ainda elevou o preço-alvo para o Nubank. O banco prevê uma alta de 30% para os papéis, que chegariam a US$ 22 no fim do próximo ano.

Já nos EUA, a situação parece ser um pouco diferente para alguns fundos de investimento. Na semana passada, Stanley Druckenmiller informou ao mercado que zerou a posição que tinha na fintech brasileira.

Segundo documentos públicos, havia 1,4 milhão de ações na carteira, que foram vendidas por pouco mais de US$ 23 milhões. O movimento foi acompanhado também da venda de ações de outras empresas, como Meta, Citi e até Bank of America.

Nesta terça-feira (24), os BDRs do Nubank fecharam o pregão de forma tímida, sem muita diferença em relação ao desempenho da véspera. Os papéis iniciaram o pregão desta quarta-feira aos R$ 14,20, no patamar de US$ 80 bilhõesem valor de mercado.

Desde que chegou à bolsa de valores, o roxinho já entregou uma valorização de 130% aos investidores.