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Não é só a presidência do BC (Banco Central) que vai mudar a partir de 2025. O BC ainda deve ganhar três novos diretores no próximo ano. Os nomes serão sugeridos por Gabriel Galípolo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias.
🏦 Escolhido por Lula para substituir Roberto Campos Neto na chefia do BC a partir de 2025, Gabriel Galípolo foi sabatinado e aprovado com tranquilidade pelo Senado Federal na terça-feira (8). Por isso, precisará ser substituído na Diretoria de Política Monetária do BC no início do próximo ano.
Além disso, o governo deve indicar novos nomes para as diretorias de Regulação e de Relacionamento Institucional, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC. Afinal, os mandatos dos atuais diretores -Otávio Damaso e Carolina de Assis Barros, respectivamente- acabam em 31 de dezembro de 2024.
🗓️ De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os novos diretores já serão propostos pelo próximo presidente do BC. A ideia é que Galípolo leve sugestões a Lula nos próximos dias, para que o presidente formalize a indicação ao Senado Federal. A expectativa é de que os indicados possam ser sabatinados pelo Senado Federal em novembro.
"Galípolo ficou, de ato contínuo à sabatina, levar ao presidente Lula alguns nomes, uma vez que é ele que indica para o Senado, para que esses nomes sejam sabatinados. Nós imaginamos que em novembro seja possível sabatiná-los", informou Haddad, nesta quarta-feira (9).
O ministro ainda disse que a sabatina de Galípolo "foi muito bem sucedida" e avaliou que a "votação muito expressiva é um sinal de, institucionalmente, as coisas vão muito bem".
Galípolo foi aprovado por unanimidade na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na terça-feira (8), após quatro horas de sabatina. Logo depois, recebeu 66 votos favoráveis e apenas cinco contrários no plenário do Senado.
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💲 Na sabatina, Galípolo indicou disposição para manter os juros em patamar restritivo pelo tempo necessário para atingir a meta de inflação. Ele destacou que esta é a função do Banco Central e disse que o presidente Lula lhe garantiu liberdade no comando do BC. Durante a sabatina, no entanto, Lula voltou a criticar os juros altos, dizendo que a taxa "haverá de ceder".
Questionado sobre o assunto, Haddad disse nesta quarta-feira (9) que os juros já estão em campo restritivo e que o recente repique da inflação não tem relação com a taxa Selic.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou para 0,44% em setembro. Com isso, passou a acumular uma alta de 4,42% em 12 meses, aproximando-se do teto da meta de inflação (4,5%), segundo dados divulgados mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para Haddad, "o IPCA demonstra que os núcleos estão bem comportados, mas que a seca afeta dois preços importantes: energia e alimentos".
"Isso não tem a ver com juros. Juros não faz chover. Tem a ver com um choque de oferta em virtude da seca, que traz problemas para a inflação, mas é temporário", declarou Haddad.
Ainda assim, o ministro ressaltou que "isso é uma discussão técnica que os novos diretores [do BC] farão".
Segundo ele, o objetivo do governo é "escolher pessoas com grau de maturidade técnica para julgar a melhor estratégia para combater a inflação e trazê-la para a meta".
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