Queda dos bancos contamina Ibovespa (IBOV), que tenta voltar aos 183 mil pontos
Balanço considerado fraco e expectativa pelos números de outros bancos pressionam índice brasileiro.
O Santander Brasil (SANB11) passa por um dia difícil na bolsa de valores nesta quarta-feira (4). As ações do banco espanhol operam com baixa de 2,5% durante a tarde, perto dos R$ 35.
Ao menos duas situações pressionam o ativo: o balanço do 4T25 e um rumor de um eventual fechamento de capital na B3. Em teleconferência de resultados, o presidente do Santander afastou a possibilidade de OPA (Oferta Pública de Ações).
“Esse não é um tema que esteja no foco da gestão. A recente operação realizada nos Estados Unidos não diminui em nada a relevância do Santander Brasil hoje, nem o papel que o banco precisa desempenhar para que o grupo continue crescendo”, afirmou o executivo.
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Apesar disso, há quem veja essa possibilidade batendo à porta, ponderando que a matriz espanhola trabalha em uma estratégia de simplificar suas operações no mundo. É o caso do Citi, que espera que anúncios importantes sejam realizados no próximo dia 25 de março, quando será realizado o Investor Day.
“Eles indicaram que, embora não possam fornecer orientações sobre o tema, acreditam que os múltiplos de negociação do Santander Brasil não refletem a execução alcançada nem as perspectivas futuras”, afirmou a equipe do Citi em relatório.
Já o JP Morgan enxergou o balanço do 4T25 como “fraco”. Embora a empresa tenha atingido seu maior lucro da história, outros detalhes do documento chamaram a atenção. O banco citou o aumento nas despesas e a queda no índice de eficiência.
“Observamos que o índice de inadimplência de 90 dias foi 30 pontos-base maior em relação ao trimestre anterior, impulsionado principalmente por pequenas e médias empresas, ou PMEs (+80 pontos-base), com empresas individuais também apresentando piora de 0,4 ponto percentual”, diz o banco norte-americano.
Balanço considerado fraco e expectativa pelos números de outros bancos pressionam índice brasileiro.
O banco lucrou R$ 4,1 bilhões no 4º trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado.