Enquanto os
mercados financeiros ao redor do mundo derretem neste início de março de 2026, a Bolsa de Valores de Tel Aviv atingiu máxima histórica na última segunda-feira (2), capitaneada por empresas israelenses ligadas ao setor de defesa.
O principal índice acionário de Israel, o TASE, fechou o pregão aos 16.150 pontos, maior patamar já registrado, embora o dia ainda tenha reservado oscilação entre 15.800 pontos e 16.720 pontos, o maior volume no ano.
Entre os destaques individuais, as ações da
Check Point (CHKP), uma multinacional americano-israelense fornecedora de hardware e software para segurança de TI (Tecnologia da Informação), acumulam valorização superior a +5% desde o início dos conflitos armados.
Uma das maneiras mais simples e diversificadas para se expor ao mercado de ações em Israel é através do
iShares MSCI Israel ETF (EIS), investimento listado na bolsa de valores americana que aplica recursos em uma cesta de 116 empresas israelenses. Cerca de 36% da carteira do
ETF EIS está alocada no setor de cibersegurança.
Israel na vanguarda
Chama ainda mais atenção a pujança do mercado financeiro israelense quando se coloca em perspectiva o desempenho das demais bolsas de valores durante a guerra no Irã, desencadeada por ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel que culminaram na
morte do cabeça do regime dos aiatolás.
Na Ásia, os estragos nas carteiras dos investidores foram mais pronunciados, com o índice acionário Kospi, uma espécie de
Ibovespa da Coreia do Sul, derretendo -7,24%, arrastado pela fraqueza dos papéis da gigante de tecnologia Samsung.