Quem abriu a plataforma do
Tesouro Direto na tarde desta sexta-feira (13) foi pego desprevenido, ao notar que apenas o
Tesouro Selic 2031 estava disponível para compra e venda. Ou seja, nada de títulos prefixados, indexados à inflação e nem mesmo o famoso
Tesouro Renda+ 2065.
Nesses pregões em que a bruxa parece estar solta na
renda fixa brasileira, o próprio Tesouro Direto tranquiliza os investidores e explica que, quando apenas o
Tesouro Selic é mantido na plataforma, significa que os demais títulos públicos estão oscilando bastante suas taxas e preços na marcação a mercado, daí vem a suspensão temporária.
Assim que novos preços unitários forem definidos para os títulos públicos ausentes, os mesmos estarão disponíveis para negociação novamente. Desde as 14h11 (horário de Brasília), o Tesouro Direto operava a meio mastro.
Não é coincidência que tamanha volatilidade na hora de se emprestar dinheiro ao governo brasileiro ocorra quando o próprio mercado tem
uma reviravolta acerca do próximo patamar da taxa Selic durante a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) no dia 18 de março de 2026.
Afinal de contas, a maioria dos investidores aposta que o ciclo de cortes da taxa básica de juros será mais lento que a encomenda, com uma redução para 14,75% ao ano, ao invés de 14,50% ao ano previsto há algumas semanas.
Os títulos do governo dos Estados Unidos, com vencimento em 10 anos e referência global, pagam taxa de 4,28% ao ano atualmente, bem acima dos juros compostos de 3,95% ao ano oferecidos em meados de outubro de 2025. Já o título de renda fixa americano com vencimento em 30 anos remunerava 4,90% ao ano, patamar semelhante antes da crise financeira global de 2008.
Tesouro Direto só com Tesouro Selic
Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 13 de março de 2026:
Títulos pós-fixados
- Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 185,02 (Rentabilidade: Selic + 0,0974% ao ano)