Fundos imobiliários em 2026: Gestores revelam preferência em pesquisa
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Essa semana foi bastante movimentada para os fundos imobiliários. Enquanto uns pagavam dividendos aos seus cotistas, outros concluíam operações que levavam milhões de reais ao caixa.
🏦 O destaque da semana ficou com o Pátria Escritórios (HGRE11) que vendeu quatro conjuntos comerciais localizados na região da Berrini, em São Paulo. A operação totalizou R$ 68,1 milhões, mas não foi divulgado o comprador dos imóveis.
Segundo fato relevante divulgado, a venda gerou um lucro de R$ 15,6 milhões aos cotistas. Na divisão por cota, cada um deve receber o equivalente a R$ 1,32, ainda de acordo com o documento público.
Outra operação do TRX Real Estate (TRXF11) que concluiu a venda de imóvel localizado na região metropolitana de São Paulo. Com a operação, o fundo levantou R$ 31,1 milhões, sendo que mais da metade já foi recebida como sinal.
O imóvel em questão está locado para o Pão de Açúcar, que tem uma unidade da rede em uma operação de 4,8 mil metros quadrados. O atual contrato tem duração prevista até julho de 2035.
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Também na cidade de São Paulo, o fundo Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) embolsou R$ 9,4 milhões com a venda de um imóvel ocupado pela Caixa Econômica Federal. O valor de venda foi mais que o dobro do custo de aquisição e acima da atual avaliação do imóvel.
Pela operação, cada cotista deve receber R$ 0,09 em dividendos, valor que deve ser pago ainda neste semestre, destacou a gestora. Agora, a Caixa deixa de ser o principal locatário dos imóveis do FII, dando lugar a Cogna que ocupa 24,7% dos espaços geridos pela Rio Bravo.
“O RBVA11 nasceu como um FII 100% de agência, e agora deixa de ter um banco como principal inquilino, isso é muito significativo”, disse Alexandre Rodrigues, gestor do fundo e sócio da Rio Bravo Investimentos. A mudança do perfil sinaliza um novo direcionamento para o fundo que começou focado no setor bancário.
🏆 O principal índice da bolsa de valores para o mercado de fundos imobiliários terminou essa sexta-feira (16) com alta de 0,5%, aos 3.439 pontos. O movimento positivo se estendeu ao longo da semana, resultando em uma valorização de quase 1%, de acordo com a B3.
Com isso, o IFIX continua projetando uma trajetória de alta no ano, com avanço superior a 10% desde janeiro. Também nesta sexta, o índice alcançou seu recorde histórico, conforme mostram os dados da bolsa brasileira.
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Fundo imobiliário de lajes corporativas conclui negócio, embolsando R$ 23 mil por metro quadrado.