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Um dos principais termômetros da economia global voltou a acelerar nesta semana. O S&P 500 VIX, também conhecido como índice do medo, acumula uma alta de 50% desde o começo do ano, sendo que 30% desse total foi realizado apenas nesta terça-feira (3).
O indicador já vinha crescendo desde janeiro, mas registrou forte alta depois do último fim de semana, em decorrência dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, com posterior resposta do governo persa. No pregão de hoje, operou acima dos 28 pontos em determinados momentos, voltando ao mesmo patamar de novembro do ano passado.
Poucas vezes ao longo dos últimos anos, o índice registrou altas tão fortes para um único dia. As exceções foram o começo da pandemia, em 2020, e o tarifaço aplicado por Donald Trump aos países, em abril de 2025.
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O indicador mede o sentimento do mercado em relação ao cenário macroeconômico, por meio das ações que compõem o índice S&P 500. Com a guerra no radar dos investidores, a subida do indicador mostra como eles estão temerosos sobre o futuro.
Junto disso, os países emergentes estão vendo uma valorização do dólar frente às suas moedas, como é o caso do Brasil. Após atingir a mínima de R$ 5,15, a moeda dos Estados Unidos já está cotada em R$ 5,26 na conversão para o real brasileiro.
Outros ativos também considerados seguros vêm registrando uma escalada na cotação, como é o caso do ouro. O metal precioso acumula uma alta de 75% no acumulado dos últimos 12 meses e 3% apenas em março.
O índice de ações da bolsa brasileira é um dos que mais sofrem no cenário global. Depois de sucessivos recordes, com investidores apostando em mercados como o do país sul-americano, agora o Ibovespa (IBOV) amarga um dia de queda.
O indicador caminha para terminar o dia com baixa de 3%, na casa de 183 mil pontos. A pior performance é do Pão de Açúcar (PCAR3), que, sozinho, registra queda de 14,3%.
Entre as poucas ações que operam no campo positivo, o destaque vai para Raízen (RAIZ4), que cresce 6%. Com sua cotação tímida de R$ 0,70, a empresa tenta ser uma andorinha para fazer o verão da B3, mas não tem sucesso.
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Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.