Embraer (EMBR3) se destaca e vira a 'top pick' dos grandes bancos para 2026
Para os analistas, a companhia provou que sua execução operacional está em sintonia com a demanda global.
Nesta quinta-feira (8), o presidente Donald Trump informou que vai pedir um aumento significativo no orçamento de Defesa dos Estados Unidos para 2027. Segundo ele, o salto será de R$ 901 bilhões aprovados para 2026 para R$ 1,5 trilhão no próximo ano.
Um aumento de gasto nesta proporção deve passar por aval do Congresso dos EUA, mas não deve ser difícil. Isso porque o partido governista tem maioria nas duas Casas, o que facilita a aprovação de medidas propostas por Trump.
"Determinei que, para o bem do nosso país, especialmente nestes tempos tão problemáticos e perigosos, nosso orçamento militar para o ano de 2027 não deveria ser de 1 trilhão de dólares, mas de 1,5 trilhão de dólares. Isto nos permitirá construir o 'Exército dos Sonhos' ao qual temos direito há muito tempo e, mais importante, nos manterá SEGUROS e PROTEGIDOS, independentemente do inimigo", afirmou.
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Em termos de proporcionalidade, o pedido de Trump pode fazer com que o orçamento militar dos EUA supere o PIB (Produto Interno Bruto) de países importantes. Essa lista inclui nações como Argentina (US$ 630 bilhões), Arábia Saudita (US$ 1 trilhão) e até a Indonésia (US$ 1,4 trilhão).
A informação chega apenas alguns dias depois que o Exército dos EUA atacou a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro. Também na sequência de Trump ter afirmado que as empresas de defesa estão produzindo armas de forma lenta.
Segundo Trump, o orçamento será pago com o dinheiro arrecadado pelo governo com a imposição de tarifas comerciais. No ano passado, as importações de quase todos os países passaram a ser taxadas com uma tarifa de, no mínimo, 10%.
Com o anúncio de Trump, os investidores logo começaram a fazer suas apostas na bolsa de valores. Desta forma, as ações de empresas ligadas à defesa dispararam ao redor do mundo.
Nos EUA, a Lockheed Martin (LMTB34) acelerou mais de 7% nos primeiros minutos do pregão, superando US$ 530 de cotação. O mesmo movimento era visto com a Northrop Grumman (NOCG34) e outras companhias do país.
Na Europa, o índice STOXX Aeroespacial e Defesa atingiu seu recorde histórico, superando a casa de 3 mil pontos. Empresas como a britânica BAE Systems, que fornece armamento para exércitos, veem seus papéis crescendo mais de 5% no dia na Bolsa de Londres.
A notícia repercute também no Brasil, com a Embraer (EMBJ3) renovando suas máximas anuais, conforme dados da B3. Por volta das 11h, a fabricante de aeronaves – que tem uma divisão militar – avançava quase 3% na bolsa, ensaiando chegar aos R$ 100 por papel.
Para os analistas, a companhia provou que sua execução operacional está em sintonia com a demanda global.
O vigor operacional explica a valorização de 65% das ações em 2025, tornando a Embraer uma das principais estrelas do Ibovespa.